2020-10-09 17:40:00 Jornal de Madeira

Covid-19: Lista de escolas com casos positivos sobe para 141

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) atualizou a lista de escolas com casos positivos de covid-19 entre alunos, professores e funcionários, subindo para 141 os estabelecimentos de ensino com registo de surtos. urante a manhã de hoje, a Fenprof divulgou o nome de 122 escolas públicas e privadas onde existiam ou tinham existido casos de covid-19. Na sequência da divulgação do documento, “houve diversos contactos estabelecidos com a Fenprof que levam à sua atualização, somando agora 141 estabelecimentos”, refere a federação em comunicado enviado para as redações. Em cinco horas, a Fenprof foi informada de mais 23 casos, mas também teve de retirar da lista quatro estabelecimentos de ensino, por não terem registado surtos em ambiente escolar durante o atual ano letivo. Em causa estava o Agrupamento de Escolas (AE) Monte da Ola, em Viana do Castelo, e o AE de Santa Maria Maior, que conta com alunos de quarentena, mas por infeção em familiares, explica a Fenprof. Também a Escola Secundária Jaime Cortesão, em Coimbra, e a Fundação António Aleixo, em Quarteira, desapareceram da lista porque os casos de infeção ocorreram no final do ano letivo anterior. A lista de escolas divulgada hoje pela Fenprof está disponível no site da federação, que promete ir atualizando as informações. Com a listagem de escolas, a Fenprof veio pôr em causa dados avançados na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que apontavam para apenas 23 surtos ativos em ambiente escolar. A Fenprof voltou hoje a pedir ao Ministério da Educação a lista de estabelecimentos em que já houve ou existem casos assim como o pedido para saber quais os procedimentos adotados em cada um deles. A estrutura sindical lembra que a tutela tem dez dias para responder ao pedido e que avançará para tribunal caso passe o prazo estipulado sem que o ministério dê qualquer informação. A Fenprof volta a criticar a forma como as autoridades estão a lidar com os surtos registados em ambiente escolar, lamentando que existam medidas distintas entre escolas. Por norma, a pessoa infetada é colocada em isolamento profilático. No entanto, “todos os que, com ela, partilharam espaços continuam a deslocar-se às escolas, sem que seja realizado qualquer teste”, critica a federação.

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