2020-03-18 20:01:00 Jornal de Madeira

Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal vencerá a "guerra" contra o covid-19

O Presidente da República diz que a pandemia do covid-19 é "mais intensa, mais longa" do que outra pandemia e "um teste nunca vivivo ao Serviço Nacional de Saúde e à sociedade" portuguesa. Numa declaração ao país, Marcelo Rebelo considerou que a declaração de emergência se justifica pelo momento "execional" que o país vive. Classificou o momento como de "guerra" e garantiu que "venceremos", como sempre o fizemos ao longo de quase 900 anos de história. "Nesta guerra, como em todas as guerras, só há um inimigo. Temos de lutar todos os dias contra ele", disse, aludindo ao "desânimo", "cansaço" e "fadiga" que o tempo de luta desencadeará. "Tudo o que nos enfraquecer alongará a luta e torna-la-á mais custosa. Nesta guerra, ninguém mente nem vai mentir a ninguém. Isso garante o Presidente da República, o primeiro e não o último responsável perante os portugueses", garantiu. Marcelo Rebelo de Sousa advertiu que o "caminho é longo e ingrato", mas no fim "vamos vencer". Elogiou a fibra dos portugueses e a propósito deu o exemplo do testemunho que ouviu da neta da primeira vítima mortal do covid-19; uma enfermeira que, apesar de ter perdido o familiar e estar em insolamento, lhe transmitiu que "só faltam nove dias para regressar à luta". O Presidente da República destacou ainda a união de todos os poderes neste combate à pandemia, e disse que as medidas que o país vem tomando são para "queimar etapas", face ao comportamento da doença nos vizinhos europeus, onde o problema surgiu mais cedo. Reconheceu que o Governo da República tem uma "tarefa hercúlea" pela frente. Consciente que "só a unidade permite travar e vencer guerrras", Marcelo Rebelo de Sousa disse saber que a declaração de estado de emergência não é consensual na sociedade portuguesa. Uns acham que chega tarde e outros preferiam guardá-la para mais tarde, se necessário. "Muitos esperam do estado de emergência um milagre, que tudo seja resolvido num dia, numa semana, num mês", mas "não é uma vacina", salientou. O chefe de Estado explicou que decidiu avançar para a declaração de estado de emergência, de modo a disponilibilizar os poderes ao governo para ir usando conforme as necessidades. Indicou ainda "cinco razões essenciais" para o passo dado: "antecipação e reforço entre poderes públicos e o povo"; "prevenção"; "certeza"; "contenção" e "flexibilidade". O estado de emergência é "um sinal forte de unidade do poder político", disse ainda, sublinhando, no entanto, que não representa a "interrupção da democracia". Declarou ser fundamental que a produção não pare no país e que não haja comportamentos de pânico, embora sendo um "desafio enorme para a nossa maneira de viver a e da nossa economia". "Esta guerra dura há um mês, começou depois dos vizinhos europeus, e por isso pode demorar mais tempo para atingir o pico da sua propagação", avisou. Elogiou o "heroismo" dos que trabalham no Serviço Nacional de Saúde, mas realçou que esta é uma "tarefa de todos".  Aqui deixou palavras de agradecimento. "Os portugueses, com a experiência de quem já viveu tudo pelos quase nove séculos de existência, têm sido exemplares".

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