Ataque israelita a campo de refugiados terá matado 32 pessoas da mesma família
Um total de 32 pessoas da mesma família, incluindo 19 crianças, terão morrido num ataque israelita à casa onde viviam, num campo de refugiados no norte da Faixa de Gaza, anunciou hoje o Ministério da Saúde do Hamas. De acordo com a agência de notícias AFP, o ministério divulgou a lista de nomes de 32 membros da família Abou Habal mortos hoje por este ataque, no campo de refugiados de Jabalia. Anteriormente, o ministério tinha dado conta de um outro ataque, no mesmo campo, que matou pelo menos 50 pessoas que estavam abrigadas numa escola das Nações Unidas. No início de novembro, o governo do Hamas anunciou a morte de mais de 200 pessoas e centenas de feridos nos bombardeamentos israelitas ao campo de refugiados de Jabalia, durante vários ataques que duraram três dias. Jabalia é o maior campo de refugiados da Faixa de Gaza, onde mais de 80% dos habitantes são refugiados ou descendentes de refugiados que deixaram as suas casas em 1948, quando o Estado de Israel foi estabelecido. Todos estão ao cuidado da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos, que administra os oito campos no pequeno território. Em Jabalia, a UNRWA gere 26 escolas e dois centros de saúde, enquanto um terceiro está instalado na área circundante. Segundo esta agência da ONU, pelo menos 71 deslocados morreram e 573 ficaram feridos enquanto se refugiavam nas 154 estruturas a funcionar na Faixa de Gaza. Estes abrigos acomodam agora 813 mil pessoas deslocadas, segundo a UNRWA. Em 7 de outubro, o Hamas lançou um ataque numa escala sem precedentes em Israel. Os homens do movimento islâmico palestiniano mataram 1.200 pessoas, a maioria civis, e sequestraram, com outros grupos armados palestinianos, cerca de 240 pessoas, segundo as autoridades israelitas. Desde então, em resposta, Israel bombardeou incessantemente a Faixa de Gaza. De acordo com o Ministério da Saúde do Hamas, 12 mil pessoas foram mortas nestes ataques, dois terços das quais mulheres e crianças.