2023-11-13 18:23:00 Jornal de Madeira

Israel: Exército israelita reivindica ter abatido duas altas chefias militares do Hamas

 As Forças de Defesa de Israel (FDI) e os serviços secretos (ISA) israelitas reivindicaram hoje terem abatido o chefe do Grupo de Mísseis Antitanque da Brigada Khan Yunis e o ex-líder dos Serviços de Informação Militar do Hamas.   Num comunicado conjunto, a que a agência Lusa teve acesso, as FDI e os ISA garantiram terem matado hoje Yaakub A'ashur, chefe do conjunto de mísseis antitanque da Brigada Khan Yunis do Hamas.  A'ashur, segundo o comunicado, era comandante de batalhão e foi mais tarde promovido a chefe do conjunto de mísseis antitanque da Brigada Khan Yunis, do Hamas, tendo participado, referem as duas instituições, no planeamento e na execução de ataques contra soldados das FDI. Além disso, prossegue Israel, foi morto Mohammed Khamis Dababash, um operacional sénior do Hamas que, no passado, foi chefe dos serviços secretos militares do movimento islamita. Segundo o comunicado, nos últimos dois anos, Dababash foi secretário de Zakaria Abu Maamar, chefe das Relações Internacionais do Hamas no Bureau Político, que era também o representante do movimento islamita na Cimeira das Fações Nacionais e Islâmicas na Faixa de Gaza.  Dababash, argumenta Israel, “esteve envolvido na liderança do ataque terrorista” na comunidade de Atsmona, em março de 2002, “em que foram assassinados cinco israelitas”.  “O ataque terrorista foi dirigido por Mohammed Sinwar, Wael Nasser e Taysir Mubasher”, acrescentam as FDI e os ISA. Além disso, adiantam, foram também mortos Tahsin Muslem, comandante da companhia de assistência ao combate, responsável pelas forças especiais em Beit Lahia, Jihad A'azem, oficial de investigação dos serviços secretos do Hamas em Zaytun, e Munir Hareb, chefe dos Assuntos Públicos da brigada de Rafah. Cerca de 2,4 milhões de pessoas, 1,6 milhões das quais deslocadas desde o início da guerra, encontram-se numa situação catastrófica, segundo a ONU. Os combates entre Israel e o Hamas são particularmente intensos no norte da Faixa de Gaza e na cidade de Gaza, onde vários hospitais que albergam um grande número de pessoas deslocadas estão cercados por confrontos entre soldados israelitas e combatentes do movimento islamita. Segundo o Ministério da Saúde do Hamas, desde 07 de outubro, os bombardeamentos israelitas mataram 11.180 pessoas, na sua maioria civis, incluindo 4.609 crianças, na Faixa de Gaza. O ataque do Hamas causou a morte de cerca de 1.200 israelitas, a maioria dos quais civis mortos a 07 de outubro, de acordo com os últimos dados oficiais israelitas.  

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