2023-11-06 12:20:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Rússia recusa discutir com EUA inspeções mútuas de arsenais nucleares

A Rússia recusou hoje a possibilidade de discutir com os Estados Unidos o reinício de inspeções mútuas aos arsenais nucleares, alegando ter sofrido ataques ucranianos com armas de longo alcance fornecidas pelos Estados Unidos. “Como podemos permitir que os norte-americanos visitem as nossas instalações nucleares (...), se fornecem aos ucranianos armas de longo alcance que já foram utilizadas contra as nossas bases estratégicas”, afirmou o chefe da diplomacia russa. Serguei Lavrov mencionou em particular ataques ucranianos “contra bases estratégicas de bombardeiros nucleares”, ao intervir por vídeo numa conferência sobre sociedade do conhecimento, segundo a agência espanhola EFE. Referiu que, embora “possa haver dúvidas”, que descreveu como mínimas, “é muito provável que, para preparar os ataques, os norte-americanos não só tenham fornecido armas, mas também ajudado com informações para tentar atingir os alvos”. Lavrov disse que o preâmbulo do novo tratado de redução de armas estratégicas START ou START III afirma que a Rússia e os Estados Unidos já não são rivais, que existe confiança mútua e que a segurança é indivisível. “Tudo isto foi espezinhado, destruído e deitado ao lixo pelos norte-americanos”, acusou Lavrov. Em 21 de fevereiro deste ano, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a suspensão da adesão da Rússia ao START III. Putin disse na altura que a Rússia não estava a abandonar o tratado de redução de armas estratégicas ofensivas, que expira em 2026, mas apenas a suspender o seu cumprimento. O novo START, que inclui especificamente um sistema de inspeção de arsenais, devia reduzir o número de ogivas nucleares em 30 por cento, para 1.550 por país. O tratado limitou a 700 o número de mísseis balísticos intercontinentais, de mísseis instalados em submarinos e de bombardeiros estratégicos equipados com armas nucleares. Também reduziu para 800 o número de lançadores de mísseis intercontinentais, lançadores de mísseis balísticos instalados em submarinos e bombardeiros estratégicos com armas nucleares, estejam instalados ou não. Os Estados Unidos e outros aliados ocidentais de Kiev têm fornecido armamento às forças ucranianas para combaterem as tropas russas, que invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

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