2023-07-12 17:56:00 Jornal de Madeira

NATO: Espanha vai coordenar batalhão na Eslováquia com 700 militares

Espanha vai liderar a força da NATO na Eslováquia com 700 soldados e vai reforçar com mais 250 militares a presença da Aliança Atlântica na Roménia, disse hoje o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. Este envio de militares espanhóis para a Roménia e para a Eslováquia tem como contexto a guerra na Ucrânia e o reforço do designado "flanco leste" da NATO, ou Aliança Atlântica, a organização de cooperação em defesa de países da América do Norte e da Europa. "Espanha vai continuar a contribuir para o esforço aliado para uma paz justa e duradoura. E vamos fazê-lo com espírito de compromisso e de solidariedade com o flanco leste", disse Pedro Sánchez, numa conferência de imprensa no final da cimeira da NATO, em Vilnius, Lituânia. Sánchez disse que 250 militares irão reforçar a presença espanhola no batalhão da NATO na Roménia, onde até agora Espanha tinha um contingente permanente de 50 pessoas. "Também vamos liderar o grupo de combate na Eslováquia, onde teremos forças pela primeira vez, 700 soldados", acrescentou. Sánchez já tinha anunciado na terça-feira, à chegada a Vilnius, o envio de soldados espanhóis para a Eslováquia e o reforço dos militares na Roménia, mas sem concretizar os números. A NATO decidiu criar quatro novos batalhões internacionais na Hungria, Bulgária, Eslováquia e Roménia em março do ano passado, numa cimeira extraordinária convocada na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022. Espanha vai assim substituir a República Checa na liderança do batalhão na Eslováquia, que conta com 2.000 soldados oriundos, até agora, da República Checa, Alemanha, Polónia, Eslovénia, Estados Unidos e Países Baixos. O primeiro-ministro de Espanha considerou hoje que os resultados da cimeira de Vilnius são "uma mensagem contundente de unidade" dos países da NATO ao Presidente russo, Vladimir Putin. Por outro lado, defendeu que a cimeira e as decisões tomadas na capital lituana são também "um forte, rotundo e inequívoco compromisso" com a Ucrânia e reconheceu como "legítimas" as aspirações de Kiev de entrar na NATO, o que considerou que será possível quando estiverem concluídas "as necessárias reformas" no país.

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