Pelo menos três mortos em ataque a zona residencial da capital da Somália
Pelo menos três pessoas morreram e duas ficaram feridas hoje na capital da Somália, Mogadíscio, num atentado que visou uma área residencial densamente povoada, reivindicado pelo grupo radical Al-Shebab, informou a polícia. Um porta-voz da polícia somali, Sadik Duudishe, confirmou à imprensa local que três pessoas - um homem e dois dos seus filhos - foram mortas no ataque a um bairro perto do centro da cidade. O Al-Shebab reivindicou a autoria do ataque através dos seus meios de comunicação, dizendo que tinha como alvo a residência oficial do Presidente. O Presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou uma "guerra total" contra o Al-Shebab em agosto de 2022 e, desde então, o exército somali, apoiado pela Missão de Transição da União Africana na Somália (Atmis), tem levado a cabo ofensivas intensas contra os terroristas, por vezes com a assistência militar dos Estados Unidos da América. Em resposta, o grupo terrorista levou a cabo violentos ataques, como o atentado com dois carros armadilhados contra o Ministério da Educação em Mogadíscio, que matou pelo menos 120 pessoas em 29 de outubro. O Al-Shebab, afiliado do grupo fundamentalista islâmico Al-Qaida desde 2012, realiza frequentemente ataques em Mogadíscio e noutros locais do país para derrubar o Governo central - apoiado pela comunidade internacional - e estabelecer um Estado islâmico de estilo ‘wahhabi’ (ultraconservador). O grupo terrorista controla as zonas rurais do centro e do sul da Somália e ataca também países vizinhos como o Quénia e a Etiópia. A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, deixando o país sem um governo efetivo e nas mãos de milícias islâmicas e senhores da guerra.