Ucrânia: Rússia vai perder "por mais soldados que envie para morrer" diz ministro britânico
O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, de visita a Kiev, considerou hoje que a Rússia não conseguirá ganhar a guerra enquanto continuar o apoio internacional à Ucrânia, “por mais soldados que envie para morrer”. “O Presidente [russo Vladimir] Putin tem de perceber que não pode vencer esta guerra ilegal que desencadeou (…), por mais soldados que envie para morrer pelo seu ego e ambições imperiais”, disse Wallace. No final de uma reunião com o homólogo ucraniano, Oleksi Reznikov, Wallace disse que a comunidade internacional “só se tornará mais forte” com a continuação da agressão russa contra a Ucrânia, segundo a agência espanhola Europa Press. Disse também que, apesar de todas as leis e convenções, a Rússia continua a atacar a população ucraniana, que tem o direito de se defender e de pedir ajuda internacional. “A Rússia está agora a começar a perceber que os aliados da Ucrânia estão do seu lado (…) e que a ajudarão com todas as armas possíveis, começando com mísseis antitanque e terminando com tanques, [mísseis] ‘Storm Shadow’ e agora F-16”, disse. Reznikov afirmou que a reunião serviu para discutir a situação na Ucrânia, tendo em vista a próxima cimeira da NATO, a realizar na capital lituana, Vilnius, em julho, em que deverá ser apresentada a fórmula de paz de Kiev. Reznikov também saudou a disponibilidade de Londres para armar a Ucrânia, especialmente após a última entrega de mísseis de longo alcance ‘Storm Shadow’. “O mundo viu mais uma vez a liderança e a verdadeira amizade do Reino Unido”, declarou. Além do fornecimento de armas, os aliados ocidentais de Kiev têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra a Rússia para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra. A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, mergulhando a Europa naquela que é considerada a pior crise de segurança desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Desconhece-se o número de baixas civis e militares após 15 meses de combates, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será consideravelmente elevado.