Joe Biden recorre a veto pela primeira vez e rejeita lei aprovada pelos Republicanos
O Presidente norte-americano, Joe Biden, fez hoje uso do veto presidencial pela primeira vez, rejeitando uma lei aprovada pela oposição Republicana que limitaria critérios de investimento responsáveis em fundos de pensões. O Presidente norte-americano argumentou que o texto, que rejeita a consideração de critérios ambientais, sociais ou de boa governação - apelidados de "ESG" - nas decisões de investimento de fundos de pensões, ameaça a "poupança para as pensões de reforma de indivíduos em todo o país". “Acabo de assinar este veto porque a legislação aprovada pelo Congresso colocaria em risco a poupança para as pensões de reforma de indivíduos em todo o país", disse Biden num vídeo publicano nas suas redes sociais. A decisão de uso do veto, justificou, baseou-se na necessária defesa da relação entre investimentos considerados pelos gestores financeiros e a sustentabilidade ambiental, social e política. O Governo de Biden já havia emitido anteriormente uma regra afirmando que os gestores financeiros podem pesar as mudanças climáticas e outros fatores ESG ao tomar decisões sobre investimentos de fundos pensões em nome dos clientes. A oposição poderá tentar anular o veto de Biden, mas neste momento parece improvável que consigam. Apenas dois Democratas no Senado votaram a favor da medida, demonstrando ser improvável que os defensores do esforço no Congresso alcancem a maioria de dois terços necessária em cada Câmara para anular o veto. O primeiro veto presidencial de Biden reflete a realidade de uma mudança na ordem política em Washington, com os Republicanos agora no controlo da Câmara de Representantes depois de a reconquistarem aos Democratas nas eleições intercalares de 2022.