Ucrânia diz cumprir condições para iniciar negociações de adesão à UE
O Governo ucraniano anunciou hoje que cumpre as sete condições impostas pela União Europeia (UE) para iniciar as negociações de adesão, após ter nomeado um novo diretor para o Gabinete Nacional Anticorrupção. "A Ucrânia já cumpre todas as sete recomendações da UE. (…) Isto demonstra a nossa determinação em avançar para o início das negociações de adesão já este ano", disse o primeiro-ministro da Ucrânia, Denis Shmyhal, em comunicado. O novo diretor do organismo de combate à corrupção – um dos mais sérios problemas identificados por Bruxelas sobre o funcionamento da máquina do Estado ucraniano - é Semen Kryvonos, de 40 anos, um advogado desconhecido do grande público que até agora liderou uma instituição pública de arquitetura e urbanismo. O influente ativista anticorrupção ucraniano Vitaly Shabunin já reagiu a esta nomeação, criticando-a pelo facto de Kryvonos ter "zero de experiência" nesta área e por estar ligado ao gabinete do Presidente Volodymyr Zelensky. Bruxelas concedeu a Kiev o estatuto de candidato oficial à UE em junho de 2022, quatro meses depois de a Rússia ter iniciado a invasão da Ucrânia, tendo colocado a exigência de cumprir sete requisitos essenciais, incluindo o reforço do Estado de Direito, a prossecução das reformas judiciais, a luta contra a corrupção e a implementação de uma "lei anti-oligarcas". O passo seguinte no caminho da integração na UE será a abertura das negociações de adesão - uma decisão que deve ser tomada pelos Estados-Membros por unanimidade, sob proposta da Comissão Europeia. As autoridades ucranianas insistem que pretendem iniciar as negociações de adesão ainda este ano, mas muitos analistas e vários líderes políticos concordam em que o processo demorará vários anos.