UE lamenta mortes em confrontos em Nagorno-Karabakh e apela à calma entre arménios e azeris
A União Europeia (UE) lamentou hoje o novo surto de violência no território disputado de Nagorno-Karabakh que provocou cinco mortos, pedindo moderação entre Arménia e Azerbaijão para preservar a estabilidade na região. "A UE lamenta o surto de violência que ocorreu na linha de contacto de Karabakh, que causou pelo menos cinco mortes", disse um porta-voz do alto representante da comunidade para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, em comunicado. O porta-voz também pediu uma investigação profunda sobre as circunstâncias deste surto de violência e pediu a todas as partes envolvidas que “revelem moderação", de forma a "evitar novas ações que possam minar ainda mais a estabilidade regional, ameaçando o processo de paz”. O representante especial da UE para o sul do Cáucaso, Toivo Klaar, chegou este domingo a Baku para negociar os planos de paz com as autoridades do Azerbaijão. A visita de Klaar ocorre poucas horas depois de autoridades da não reconhecida República de Nagorno-Karabakh terem relatado três mortos durante uma incursão de tropas do Azerbaijão na zona de controlo do contingente russo de manutenção da paz implantado na região após a guerra de 2020. Hoje, o Exército russo admitiu que as suas forças de paz destacadas para a região travaram a troca de tiros, indicando que foram soldados do Azerbaijão que abriram fogo, no domingo, contra agentes policiais em Nagorno-Karabakh. O Azerbaijão, por sua vez, culpou a Arménia pelo tiroteio na região e garantiu que também provocou baixas no lado azeri. A UE decidiu no final de janeiro enviar uma nova missão civil para a Arménia, durante os próximos dois anos, para tentar estabilizar a situação na fronteira com o Azerbaijão. Apesar destes esforços da UE, os Estados Unidos disseram hoje que, mais importante do que o papel dos mediadores, é o esforço das partes para encontrarem soluções que garantam estabilidade. O enviado dos EUA para o sul do Cáucaso, Louis Bono, defendeu hoje que "para que o processo de paz seja sólido, tal deve ser desejado pelas partes, deve surgir dos próprios países". Bono acompanhou recentementeo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, numa viagem a Munique onde este se encontrou com o Presidente do Azerbaijão, Nikol Pashinián.