Tribunal de Taiwan condena coronel reformado por espionagem para a China
Um tribunal de Taiwan condenou um coronel reformado do exército a sete anos e meio de prisão por espionagem para a China entre outubro de 2019 e janeiro de 2022, noticiaram hoje a agência de notícias estatal. "Apesar dos nossos melhores esforços, o tempo levou a melhor sobre nós pela primeira vez na nossa história", destacaram os responsáveis pelo espaço, através da rede social Twitter. "Não podemos abrir o ringue para a temporada", acrescentaram em comunicado. Para que este cana, que se estende abaixo dos principais monumentos da capital, como o Parlamento, Senado ou universidade, seja transitável, as temperaturas devem permanecer entre os 10 e 20 graus abaixo de zero durante quase duas semanas. Embora ficasse habitualmente acessível a partir do final de dezembro na década de 1970, o canal abre agora com mais frequência em meados ou mesmo no final de janeiro. O Tribunal Distrital de Kaohsiung decidiu que Hsiang Te-en, de 49 anos, para quem a acusação pedia a pena máxima de 12 anos de prisão, deveria devolver 560.000 novos dólares de Taiwan (17.300 euros) obtidos em troca de informações a Pequim, informou o CNA. De acordo com o veredito, Hsiang começou a receber pagamentos mensais a partir de 2019 de um antigo jornalista para transmitir informações militares classificadas à China. A acusação afirmou que Hsiang foi fotografado em 2020 com o uniforme militar, enquanto segurava uma nota manuscrita na qual garantia a lealdade à China. "Eu, Hsiang Te-en, comprometo-me a apoiar a unificação pacífica [da China e de Taiwan]. Farei o meu melhor da minha posição atual para cumprir a gloriosa tarefa de avançar a unificação pacífica com a pátria", lê-se no texto. Já o jornalista enfrenta agora acusações de suborno e crimes contra a segurança nacional. Foi correspondente de uma estação de televisão de Taiwan nas Ilhas Kinmen, controladas por Taipé, apesar de estar a apenas cinco quilómetros da cidade do sudeste chinês de Xiamen, entre 1993 e 2019. A China reivindica a soberania sobre a ilha, afirmando que a reunificação não exclui o uso da força. A ilha é também uma das principais fontes de conflito entre a China e os Estados Unidos, principalmente porque Washington é o principal fornecedor de armas de Taiwan e o seu principal aliado.