2023-02-21 18:38:00 Jornal de Madeira

França e Reino Unido apelam a Putin para reconsiderar saída do tratado sobre desarmamento nuclear

Os governos britânico e francês apelaram hoje ao Presidente russo, Vladimir Putin, para inverter a sua decisão de suspender a participação da Rússia no tratado de desarmamento nuclear New Start.   Da parte do governo britânico, um porta-voz do primeiro-ministro, Rishi Sunak, apelou ao chefe de Estado russo para inverter a sua “decisão irreflectida”. “Esperamos que Putin reverta a sua decisão irrefletida de suspender a participação da Rússia no tratado New Start. O controlo de armas é vital para a segurança do nosso planeta”, disse o porta-voz aos jornalistas. Já a França pediu hoje à Rússia para “mostrar responsabilidade e inverter o mais rapidamente possível o seu anúncio de suspensão” da sua participação no tratado nuclear russo-americano New Start. Paris “recorda que o tratado New Start é um instrumento essencial da arquitetura internacional de controlo de armas nucleares e estabilidade estratégica”, disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, Anne-Claire Legendre, numa declaração. O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje que a Rússia iria suspender a sua participação no tratado EUA-Rússia New Start sobre desarmamento nuclear e disse que estava pronta a retomar os testes nucleares. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês recordou que o país, juntamente com os seus aliados da NATO, já tinha manifestado em 03 de Fevereiro “a sua preocupação” com o enfraquecimento deste tratado devido ao não cumprimento por parte da Rússia das suas obrigações. Assinado em 2010, este tratado é o último acordo bilateral do género entre a Rússia e os Estados Unidos e tem por objectivo limitar os seus arsenais nucleares. A Rússia anunciou no início de agosto que suspendia as inspeções planeadas às suas instalações militares. A França também recorda a importância do Tratado de Proibição Completa dos Ensaios Nucleares, que a Rússia assinou e ratificou e, na pendência da sua entrada em vigor, do cumprimento pela Rússia da moratória sobre os ensaios nucleares que subscreveu, como todos os Estados detentores de armas nucleares. O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, descreveu a decisão da Rússia sobre o New Start como “muito dececionante e irresponsável”, assegurando ao mesmo tempo que os EUA “continuam prontos para discutir armas estratégicas” com Moscovo.

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