2023-01-17 18:58:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Reino Unido determinado em intensificar apoio militar

O Reino Unido vai prosseguir e intensificar o apoio à Ucrânia até esta sair “vitoriosa” do conflito com a Rússia, afirmou hoje o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, James Cleverly.    “A razão pela qual decidimos intensificar o nosso apoio, incluindo com equipamentos pesados modernos, tanques, artilharia pesada e outros veículos blindados da NATO (...) é porque precisamos de enviar uma mensagem clara a [Vladimir] Putin de que nos comprometemos a apoiar os ucranianos até eles saírem vitoriosos”, disse, durante um evento no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), em Washington.  O Governo britânico anunciou durante o fim de semana que iria enviar tanques Challenger 2 e sistemas de artilharia adicionais, tornando-se na primeira potência ocidental a enviar este tipo de equipamento para a Ucrânia.  O Reino Unido já se tinha destacado ao enviar mísseis antitanque, lança-mísseis, veículos armados, artilharia, munições, explosivos e armas, entre outro equipamento, além de ter treinado cerca de 22.000 soldados ucranianos. “Vamos fornecer equipamento militar moderno e pesado e as munições que lhes permitam defender-se devidamente. E o que Putin deve compreender é que vamos ter a resistência estratégica de os apoiar até que o trabalho esteja concluído”, vincou. Cleverly disse que a Ucrânia precisa de ajuda para avançar nas frentes no Leste e Sul do país numa altura em que Moscovo dá sinais de estar em dificuldades, com os ataques a infraestruturas civis com mísseis balísticos, mais caros do que os mísseis de cruzeiro. “Ele [Putin] está a fazê-lo claramente porque está a ficar com poucos stocks de munições. Portanto, este é o momento certo, se quisermos levar isto a bom termo e, claro, devemos procurar levar isto a bom termo rapidamente”, argumentou, defendendo a coordenação com outros membros da NATO. O chefe da diplomacia britânica iniciou hoje uma visita aos Estados Unidos e Canadá, onde se vai encontrar com os homólogos, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken e a Ministra dos Negócios Estrangeiros canadiana, Mélanie Joly.  O apoio coordenado à Ucrânia está na agenda de trabalho das reuniões, nas quais também deverão ser abordadas a instabilidade no Irão, a cooperação no Indo-Pacífico e outras questões de segurança. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,9 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento. A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.031 civis mortos e 11.327 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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