2022-12-15 17:51:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Estados Unidos impõem sanções a oligarca amigo de Putin

Os Estados Unidos decretaram sanções financeiras contra Vladimir Potanin, antigo vice-primeiro-ministro de Vladimir Putin e um dos homens mais ricos da Rússia, anunciou hoje o Departamento do Tesouro norte-americano. As medidas abrangem também dezenas de funcionários e empresas do Governo russo no setor financeiro, incluindo o Rosbank, que foi comprado por Potanin este ano. O Rosbank “é uma instituição de crédito sistemicamente importante” para o Governo russo, disse o Departamento do Tesouro num comunicado citado pela agência francesa AFP. Potanin, 61 anos, é um dos oligarcas mais poderosos e conhecidos da Rússia. Grande amigo de Putin, foi considerado a segunda pessoa mais rica da Rússia em 2021, com uma fortuna avaliada em 27.000 milhões de dólares (25.393 milhões de euros, ao câmbio atual), de acordo com a revista Forbes. Em abril, através do seu fundo de investimento Interros Capital, adquiriu a totalidade da participação da Société Générale no Rosbank, do qual era o acionista maioritário. Seis semanas após o início da invasão da Ucrânia, ordenada por Putin em 24 de fevereiro, o banco francês cessou as suas atividades na Rússia. A mulher e os filhos do oligarca também são visados, disse o Departamento de Estado numa declaração separada, acrescentando que o Reino Unido e o Canadá decretaram “sanções semelhantes” contra Potanin e a sua rede. No total, “18 entidades relacionadas com o setor dos serviços financeiros da Federação Russa” foram acrescentadas à lista negra do Departamento do Tesouro, que emite sanções financeiras. “Continuamos a reforçar o isolamento da Rússia dos mercados globais”, disse o subsecretário para o Terrorismo e Inteligência Financeira norte-americano, Brian Nelson, citado na declaração do Departamento do Tesouro. Os aliados ocidentais da Ucrânia, incluindo Estados Unidos, União Europeia (UE), Reino Unido, Japão e Austrália, têm decretado sucessivos pacotes de sanções contra Moscovo por ter desencadeado a guerra no país vizinho. Além das sanções contra interesses russos, os aliados ocidentais de Kiev têm fornecido armamento à Ucrânia, o que lhe permitiu lançar uma contraofensiva e infligir reveses militares embaraçosos para Moscovo, face à disparidade de forças. Em retaliação, a Rússia tem bombardeado as infraestruturas de energia da Ucrânia, um país que regista temperaturas muito baixas durante o inverno. A ONU advertiu, na semana passada, que estes ataques russos ameaçam a capacidade de sobrevivência dos civis e podem originar uma nova onda de refugiados na Europa. A guerra na Ucrânia gerou mais de 14 milhões de deslocados, dos quais 6,5 milhões em território ucraniano e 7,8 milhões de refugiados noutros países europeus, de acordo com as Nações Unidas.

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