2022-12-02 14:48:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Rússia planeia colocar a sua campanha militar nos livros de História

A Rússia planeia incluir a campanha militar na Ucrânia nos livros escolares de História, declarou hoje o ministro da Educação russo, Sergei Kravtsov. "Sem falta, isso estará nos manuais", disse Kravtsov, citado pela agência de notícias TASS. O ministro russo sublinhou que "os novos programas de História" terão esta secção "obrigatória". Ao mesmo tempo, Kravtsov indicou que o novo material que em breve será estudado nas escolas está a ser analisado pelo Ministério da Justiça da Rússia. A Rússia já introduziu uma nova disciplina nas escolas no início deste ano letivo chamada “Conversas sobre o que é importante” e que aborda, em particular, a política russa na Ucrânia. O assunto foi criticado por algumas associações de pais que vincularam o seu surgimento ao desejo das autoridades de fazer propaganda da campanha militar no país vizinho. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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