2022-10-24 18:28:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Kiev acusa Irão de fornecer material e treino a exército russo

Os serviços secretos da Ucrânia acusaram hoje o Irão de ter começado a fornecer coletes à prova de bala e capacetes ao exército russo e que um grupo de “assessores” iranianos entrou na Rússia para treinar tropas.   Segundo precisou a Direção Principal de Informações do Ministério de Defesa ucraniano, a Rússia não tem, neste momento, capacidade para fornecer material militar às suas tropas deslocadas em território ucraniano, pelo que pediu a ajuda do Irão. A Ucrânia referiu ter informação de que o exército russo receberá 1.500 coletes à prova de bala e igual número de capacetes fabricados pelo Irão e que atualmente se encontram armazenados num centro logístico da região de Belgorod, no oeste da Rússia e fronteiriça com a região ucraniana de Kherson. A mesma fonte ucraniana indicou que Teerão enviará um grupo de instrutores que treinarão as tropas russas na utilização de um novo modelo de mísseis também de fabrico iraniano e cujas entregas começarão “num futuro próximo”. As autoridades ucranianas intensificaram nos últimos dias as suas acusações sobre o Irão, sobretudo de alegado fornecimento de armamento à Rússia, especialmente ‘drones’ (veículos aéreos não-tripulados), com os quais Moscovo tem atacado as infraestruturas civis da Ucrânia. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas. A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 243.º dia, 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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