2022-10-14 16:50:00 Jornal de Madeira

Vídeo com execuções de prisioneiros arménios revela crimes de guerra - HRW

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch defendeu hoje que a execução de prisioneiros de guerra arménios alegadamente por forças do Azerbaijão durante combates em setembro é um crime de guerra pelo qual deve haver responsabilização. “As autoridades do Azerbaijão devem garantir que a investigação aberta pelo Ministério Público seja eficaz e leve à responsabilização dos soldados e comandantes responsáveis”, afirmou a ONG, num comunicado hoje divulgado. Segundo denuncia a Human Rights Watch (HRW), um vídeo divulgado no início de outubro, nas redes sociais, mostra a execução extrajudicial de pelo menos sete prisioneiros de guerra arménios, aparentemente por forças do Azerbaijão. “Matar soldados que se renderam é um crime de guerra hediondo”, afirmou o diretor da HRW para a Europa e Ásia Central, Hugh Williamson. “As autoridades do Azerbaijão abriram uma investigação que, além de levar à responsabilização, tem de ser um elemento-chave para garantir que tais situações nunca mais aconteçam”, defendeu. Os assassinatos aconteceram durante os combates entre as forças arménias e azeris que eclodiram em meados de setembro, quando o Azerbaijão fez incursões ao longo da fronteira da Arménia. A procuradoria-geral do Azerbaijão anunciou, em 02 de outubro, que o gabinete do promotor militar tinha dado início a uma “investigação abrangente” sobre o vídeo das execuções para determinar se era autêntico e, em caso afirmativo, “identificar os militares visíveis nele”, garantindo que o resultado da investigação levaria “à adoção de medidas legais”. O pedido de investigação do vídeo foi enviado pela Comissão Europeia tanto ao Azerbaijão como à Arménia, tendo o porta-voz do executivo comunitário para os Negócios Estrangeiros, Peter Stano, lembrando que, se for provada a autenticidade da gravação, as imagens mostram “atos de crimes de guerra”. Em meados de setembro, os Governos da Arménia e do Azerbaijão concordaram em respeitar um cessar-fogo, após os últimos confrontos na fronteira. Os dois países lutam pelo controlo do enclave Nagorno-Karabakh, um território de maioria arménia que tem sido foco de conflitos desde que, em 1988, decidiu separar-se da região do Azerbaijão integrada na então União Soviética.

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