2022-10-03 22:24:00 Jornal de Madeira

Três russos mobilizados morreram antes de chegarem à frente de combate

Três homens mobilizados na Rússia para combater na Ucrânia morreram antes de partirem para a frente de combate, um deles por suicídio, noticiaram hoje órgãos de comunicação russos. Segundo a agência EAN, que cita o deputado Maxim Ivanóv, da região de Sverslovsk, em 01 de outubro na sala de jantar de um centro de treino, foi encontrado o corpo de um dos mobilizados, que alegadamente cometeu suicídio. O homem tinha 46 anos e era natural de Kurgan, na Sibéria Central, referiu. Dois outros mobilizados morreram por motivos de saúde, acrescentou a mesma fonte. Em 30 de setembro, o ‘rapper’ russo Iván Petunin, conhecido como Walkie, suicidou-se para não ser mobilizado. Esta informação foi divulgada pelo próprio artista, de 27 anos, numa mensagem publicada nas suas redes sociais antes de tirar a própria vida. "Não estou pronto para matar por nenhum ideal", realçou o cantor, cujo corpo foi encontrado próximo de um arranha-céu em Krasnodar, no sul da Rússia. O ‘rapper’ já tinha servido no Exército e foi dispensado do atual estágio de mobilização parcial devido a um problema psiquiátrico que teve no passado, mas temia que o recrutamento fosse mais longe no futuro. O Ministério da Defesa russo anunciou em setembro que um total de 300.000 reservistas seriam convocados. Ao mesmo tempo, alguns meios de comunicação da oposição falavam da possível mobilização de mais de um milhão de homens, algo que foi negado pelo Kremlin. Também hoje, o governador da região russa de Khabarovsk, Mijaíl Degtiariov, anunciou a demissão do comissário militar daquela entidade federada no Extremo Oriente russo pela mobilização irregular de milhares de cidadãos. Os primeiros reservistas russos mobilizados por ordem do Presidente Vladimir Putin chegaram hoje à região de Lugansk, recentemente anexada, para proteger o território, maioritariamente dominado por Moscovo. O Ministério da Defesa russo anunciou, na rede social Telegram, que moradores de Lugansk saíram à rua para receber esses reservistas mobilizados, que foram treinados pelo Exército russo. Anteriormente, o Ministério tinha informado que as pessoas mobilizadas pelo Kremlin, após concluírem o período de instrução e treino de combate, iniciariam uma das suas principais missões: controlar os territórios do leste da Ucrânia tomados por Moscovo. A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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