Grupo jihadista Al Shabab mata pelo menos 25 pessoas em ataque na Somália
Pelo menos 25 pessoas morreram hoje no centro da Somália devido a um ataque do grupo jihadista Al Shabab contra um comboio de veículos que transportavam alimentos e artigos de ajuda humanitária, disseram à Efe as autoridades locais. “Vimos como os corpos de 25 civis e os seus bens foram queimados. É uma tragédia”, disse à agência Efe o governador da região de Hiiraan (local onde ocorreu o incidente), Ali Jayte, elevando um balanço anterior que indicava 20 vítimas. E prosseguiu: “O ataque desta manhã mostra que os homens do Al Shabab não são bons muçulmanos, mas selvagens que contra os quais devemos lutar coletivamente”. O grupo terrorista Al Shabab, que controla algumas zonas rurais da Somália e tem realizado atentados no país, reivindicou a autoria deste atentado através de radiofrequência, mas não indicou o número de mortos. Segundo os jihadistas, o ataque foi organizado para punir membros de uma milícia local chamada Macawiisley, que desde que surgiu, em 2014, tem travado intensos combates contra o grupo Al Shabab para expulsá-lo da região de Hiiraan, na Somália. No entanto, o governador Alyi Jayte assegurou à Agência Efe que o Exército somali e os seus grupos aliados vão continuar a realizar operações militares contra os terroristas nesta região do país. Al Shabab, um grupo próximo da Al-Qaeda desde 2012, procura derrubar o governo da Somália e estabelecer pela força um estado islâmico wahabita (ultraconservador). Em 23 de agosto, o Presidente somali, Hassan Sheikh Mohamud, anunciou uma “guerra total” contra o grupo jihadista Al Shabab para “eliminá-lo”, embora não tenha dito quando as operações militares se iniciariam. O anúncio do Presidente da Somália surgiu depois dos terroristas terem tomado pela força um conhecido hotel em Mogadíscio, na capital da Somália, durante 30 horas, matando 21 pessoas e deixando mais de cem feridas. Em maio deste ano, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ordenou o envio de centenas de militares norte-americanos para a Somália a fim de lutarem, de forma mais eficaz, contra o Al Shabab e, desde então, o Comando Militar dos Estados Unidos na África (AFRICOM) realizou vários ataques aéreos contra os jihadistas. A Somália vive um conflito armado desde que o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado em 1991, sendo que o país está desde então sem um governo eficaz e vive à mercê dos senhores da guerra e das milícias islâmicas.