Ucrânia: Coordenador humanitário da ONU condena ataque em Chasiv Yar que causou 34 mortos
O coordenador humanitário das Nações Unidas (ONU) para a Ucrânia, Sebastian Rhodes Stampa, condenou hoje o ataque que atingiu um edifício residencial em Chasiv Yar, leste da Ucrânia, e que matou pelo menos 34 civis, incluindo uma criança. Em comunicado, o coordenador humanitário manifestou estar “horrorizado” com o ataque, ocorrido no passado fim de semana, que também fez nove feridos, que se encontram hospitalizados. “Em nome das Nações Unidas na Ucrânia, envio as minhas mais sentidas condolências às famílias em luto e desejo aos feridos uma rápida recuperação. Nenhuma pessoa deve enfrentar o que milhões estão a passar agora na Ucrânia, assistindo aos seus entes queridos a serem mortos por causa de uma guerra. No entanto, este ataque é apenas mais um exemplo de que nesta guerra, como em outros conflitos, são os civis que pagam o preço mais alto”, afirmou Stampa. O coordenador relembrou ainda que, apesar do direito humanitário internacional estipular que as partes em conflito têm a obrigação em tempo de guerra de poupar os civis e as suas infraestruturas, têm sido diversos os casos em que são usadas armas explosivas em áreas densamente povoadas na Ucrânia, sobretudo “mísseis de lançamentos múltiplos, mísseis balísticos e de cruzeiro”. De acordo com os dados da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, só nos primeiros 11 dias do mês em curso, foram mortos pelo menos 135 civis, incluindo seis crianças, e feridas 280 pessoas devido ao uso de tais armas em áreas controladas pelo Governo e outros 24 civis foram mortos, bem como 86 ficaram feridos em áreas não controladas. O coordenador apelou ainda às partes beligerantes que cumpram a lei e que protejam os ucranianos que “já sofreram o suficiente”. A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de 5.000 civis, segundos os dados mais recentes da ONU. A organização alerta, no entanto, que os números reais podem ser muito superiores.