Mais de cem detidos em novo protesto contra PM arménio em Erevan
Um total de 111 pessoas foram hoje detidas na capital da Arménia, Erevan, por desacato à polícia num novo ato de protesto da oposição, que exige a demissão do primeiro-ministro, Nikol Pashinian, noticiou a imprensa local. “Foram levadas para diferentes esquadras 111 pessoas”, indicou a polícia em comunicado, citado pelo portal da internet News.am. Os detidos são acusados de atos de vandalismo, segundo as forças da ordem, que acrescentaram ainda que, devido aos confrontos provocados pelos manifestantes, três polícias ficaram feridos. Hoje de manhã, participantes na manifestação da oposição tentaram entrar num dos edifícios governamentais no centro de Erevan para serem recebidos por representantes do executivo e pedir-lhes explicações sobre a política oficial em relação a Nagorno-Karabakh. Apesar de o conflito entre o Azerbaijão e a Arménia em torno do enclave separatista de Nagorno-Karabakh ter terminado no outono de 2020, com cerca de 10.000 mortos e a vitória do Azerbaijão, que recuperou grande parte dos territórios controlados por Erevan desde a guerra de 1992-1994, prosseguem as escaramuças entre as duas partes. Pashinian propôs anteriormente “baixar a fasquia” em torno do estatuto do território separatista, povoado por arménios, e assinar um acordo de paz com Baku. Estas declarações geraram grande descontentamento entre a oposição arménia, enquanto o primeiro-ministro do país sublinhava que a questão de Nagorno-Karabakh não é “uma questão territorial, mas de direitos” das pessoas que lá residem. “A garantia da segurança dos arménios de Nagorno-Karabakh, o cumprimento dos seus direitos e a definição do estatuto” do território são prioritárias para as autoridades arménias, assegurou Nikol Pashinian.