Ucrânia: MNE ucraniano pede que seja reservado ao país um lugar na União Europeia
O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano pediu hoje que seja reservado um lugar para a Ucrânia na União Europeia (UE), mesmo que as negociações da sua adesão demorem muito tempo, durante uma entrevista à televisão pública alemã. "Ouvimos muitas vezes que a Ucrânia pertence à família europeia e, agora, é importante reservar este lugar" para o país na União Europeia, declarou Dmytro Kuleba ao canal público de televisão ARD, no início de uma visita à Alemanha. “Não estamos a falar sobre uma adesão rápida da Ucrânia à UE, mas é muito importante para nós que este lugar seja reservado para a Ucrânia”, afirmou Kuleba. Kiev apresentou o seu pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro, poucos dias depois do início da invasão russa, mas alguns países membros da UE têm reservas, mesmo sobre a concessão do estatuto de candidato à Ucrânia. O Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na segunda-feira, em Berlim, que levaria "décadas" para um país como a Ucrânia ingressar na UE e sugeriu que, enquanto isso, deveria fazer parte de uma "comunidade política europeia", que também poderia incluir o Reino Unido, que abandonou a UE em 2020. Esta ideia também foi apoiada pelo chanceler alemão, Olaf Scholz. A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.