Alemanha detém sírio acusado de pertencer ao Estado Islâmico e torturar prisioneiros
Um cidadão sírio acusado de crimes de guerra por alegadamente torturar prisioneiros quando integrava o grupo extremista Estado Islâmico (EI), na Síria, em 2014, foi detido hoje em Berlim, informou a Procuradoria-Geral da Alemanha. Num comunicado, os procuradores federais alemães revelaram que o homem, identificado apenas como Raed E., é suspeito de pertencer a uma organização terrorista estrangeira, de ter praticado crimes contra a humanidade, crimes de guerra e danos corporais. O suspeito ter-se-á juntado ao EI no verão de 2014 e participou num ataque, em agosto desse ano, à tribo Shueitat, na região de Deir Ezzor, no leste da Síria, segundo as autoridades alemãs. Raed E. é acusado de abusos físicos e tortura de três prisioneiros após esse ataque, um deles, segundo os procuradores, um homem que procurava um irmão de 13 anos também ele raptado e preso pelo EI. O suspeito, que as autoridades alemãs não esclareceram como ou quando chegou à Alemanha, alegadamente torturou os dois irmãos e um terceiro prisioneiro mantido durante meses em cativeiro pelo grupo extremista.