2022-03-29 14:52:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Zelensky pede no Parlamento dinamarquês mais sanções contra a Rússia

 O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu hoje, durante uma intervenção por vídeo perante o Parlamento dinamarquês, que sejam intensificadas as sanções contra a Rússia, por causa da invasão do seu país. "As sanções devem ser reforçadas. Devemos dizer não ao seu petróleo o mais depressa possível. (…) Devemos forçar a Rússia a procurar a paz", defendeu Zelensky. O Presidente ucraniano denunciou a invasão russa, dizendo ser uma "brutalidade" que não era vista na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, e acusou Moscovo de querer destruir "qualquer base para que a população ucraniana tenha uma vida normal no futuro". Zelensky sublinhou que mais de 90% da cidade de Mariupol foi destruída por bombardeamentos e denunciou o que considera serem "crimes contra a humanidade", que estão a acontecer "perante os olhos de toda a gente". O líder ucraniano acusou ainda a Rússia de lançar "milhares de mísseis mortais" contra o seu país e denunciou o ataque russo de hoje à cidade de Mykolaiv, no qual disse que pelo menos sete pessoas foram mortas e 22 outras ficaram feridas. Zelensky também agradeceu a "solidariedade" da Dinamarca e de outros países, criticando que existam "forças dentro da União Europeia" que querem minar os esforços para isolar a Rússia. Desde o início da invasão russa, há um mês, Volodymyr Zelensky interveio por vídeo nos parlamentos de países como Estados Unidos, Canadá, Israel, França, Itália e Suécia, além de outros fóruns como a NATO e o Conselho Europeu. A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior. A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos. A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Pesquisa

Partilhe

Email Netmadeira