2022-03-21 18:47:00 Jornal de Madeira

Capitólio: Começa o julgamento contra funcionário eleito e fundador de "Cowboys por Trump"

Um funcionário eleito do estado de Novo México, Estados Unidos, foi hoje a tribunal responder sobre a acusação de ter feito parte da invasão ao Capitólio para interromper a certificação da vitória eleitoral do Presidente norte-americano, Joe Biden.   O comissário Couy Griffin, do condado de Otero, cujo julgamento decorre em Washington D.C., é o segundo entre centenas de pessoas acusadas de crimes federais relacionadas com o cerco que aconteceu em 06 de janeiro de 2021, quando uma multidão afeta ao ex-presidente Donald Trump irrompeu pelo edifício. Griffin é um dos arguidos do motim que está acusado de ter entrado no Capitólio ou de se envolver em qualquer comportamento violento ou destrutivo e disse estar a ser processado pelas suas crenças políticas. O funcionário eleito está entre um pequeno número de acusados que ocuparam cargos públicos ou concorreram a um posto de liderança governamental nos dois anos e meio anteriores ao ataque, e é um de apenas três arguidos que solicitaram julgamento em tribunal, o que significa que quem decide o caso é um juiz e não um júri. Griffin, um antigo cavaleiro de ‘rodeo’ e pastor de 48 anos, ajudou a fundar uma comissão política chamada ‘Cowboys for Trump’, e está acusado de dois delitos: entrar e permanecer num edifício ou terreno restrito e conduta desordeira e perturbadora num edifício ou terreno restrito. Num documento do tribunal, os procuradores descreveram Griffin como “um provocador e fabulista inflamado que se envolve em teorias de conspiração racistas e sem fundamento, incluindo que a China comunista roubou as eleições presidenciais de 2020”. Mais de 770 pessoas foram acusadas de crimes federais relacionados com o motim no Capitólio, mais de 230 declararam-se culpados, a maioria por pequenos delitos, e pelo menos 127 foram condenados. Cerca de 100 outros têm datas de julgamento agendadas. Em 06 de janeiro de 2021, cerca de 10 mil pessoas, maioritariamente simpatizantes de Trump, caminharam em direção ao Capitólio e cerca de 800 invadiram o edifício para impedir a ratificação da vitória do Presidente dos EUA, Joe Biden, nas eleições de novembro de 2020, frente ao candidato republicano e ex-presidente. Durante os distúrbios, cinco pessoas morreram e cerca de 140 polícias foram agredidos.

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