2022-03-09 15:17:00 Jornal de Madeira

Ucrânia: Polónia pede para se "cortar o oxigénio" à economia russa

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, que está de visita à Áustria, pediu hoje para se "cortar o oxigénio" da "máquina de guerra" russa, sancionando os oligarcas. "A guerra deve perder o seu oxigénio. E qual é o oxigénio para a máquina de guerra de [Vladimir] Putin? Antes de mais, o dinheiro dos oligarcas, petróleo, gás. (...) Por isso, as sanções devem ser reais", defendeu o chefe do Governo polaco, durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros austríaco, Karl Nehammer. Morawiecki explicou que discutiu com Nehammer a melhor estratégia para diminuir a capacidade económica da Rússia. "Temos de sair da nossa zona de conforto. (…) Aqui, em Viena, também temos oligarcas amigos de Putin que usam a sua riqueza para apoiar o Presidente russo, Vladimir Putin”, disse o primeiro-ministro polaco. As importações de gás da Áustria provêm principalmente da Rússia. Além disso, a Áustria é um país neutro, cujo sigilo bancário, agora levantado, há muito tempo que atrai grandes fortunas de países da ex-URSS. Vários empresários russos mantêm interesses económicos na Áustria, sobretudo por causa da sua prosperidade económica e da proximidade geográfica. A empresa construtora austríaca Strabag é parcialmente detida por Oleg Deripaska, fundador da companhia gigante de alumínio Rusal e uma das mais ricas da Rússia. Os 27 países da União Europeia decidiram hoje ampliar as sanções contra Moscovo e Minsk, como retaliação pela invasão russa da Ucrânia, acrescentando 160 oligarcas e deputados russos à sua lista negra, que agora inclui 862 pessoas. A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2.000 mortos entre a população civil. Os ataques provocaram também a fuga de mais de cerca de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU. A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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