Ucrânia: UE sanciona cinco pessoas eleitas para representar a Crimeia no parlamento russo
O Conselho Europeu impôs hoje sanções a cinco pessoas que foram eleitas para representar no parlamento russo a península ucraniana da Crimeia e a cidade de Sevastopol, por apoiarem ações que ameaçam, segundo Bruxelas, a integridade territorial da Ucrânia. “As pessoas hoje designadas são membros da Duma estatal [câmara baixa do parlamento russo] da Federação Russa, que foram eleitos para representar a península ilegalmente anexada da Crimeia e a cidade de Sevastopol, em 19 de dezembro de 2021, bem como o diretor e diretor-adjunto da comissão eleitoral de Sevastopol”, pode ler-se no comunicado. O documento sublinhou ainda que a União Europeia (UE) “não reconhece a anexação ilegal da Crimeia e da cidade de Sevastopol” por parte da Rússia e continua a “condenar a violação russa do direito internacional”. “Além disso, a UE permanece inabalável no seu apoio à integridade territorial, soberania e a independência da Ucrânia”, prosseguiu o texto. Com os cinco visados de hoje, as medidas restritivas da UE relativamente à integridade da Ucrânia afetam agora 193 pessoas e 48 entidades, sujeitas a “congelamento de bens, a proibição de disponibilização de fundos e a um impedimento de viagens” no espaço europeu. O Conselho Europeu frisou ainda que estas designações “não estão relacionadas com a atual situação de segurança” russo-ucraniana. A Rússia é considerada a instigadora do conflito no leste do território ucraniano e a patrocinadora das forças separatistas que combatem, desde 2014, contra o exército de Kiev na região do Donbass. A guerra eclodiu há oito anos, na sequência da anexação russa da península ucraniana da Crimeia, após a chegada ao poder de pró-ocidentais em Kiev, no início de 2014. Por seu lado, Moscovo acusa as autoridades ucranianas de minarem os acordos de paz de Minsk sobre o conflito, firmados em 2015 sob a mediação da França e da Alemanha. Também hoje, o Conselho Europeu aprovou sanções a cinco membros da família Makhlouf, já depois da morte, em 2020, de Mohammed Makhlouf, que estava sob restrições económicas europeias desde 2011 devido às ligações com o regime do Presidente da Síria, Bashar al-Assad, "contribuindo para a violenta repressão da população civil". Além disso, o órgão europeu decidiu adicionar à lista de sanções "dois grupos e dois indivíduos" que operam "no Afeganistão e na região vizinha", nomeadamente o braço regional da Al-Qaida no subcontinente indiano e o seu líder, Osama Mahmood, assim como Aziz Azam, o porta-voz do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) na província de Khorasan, e a filial do grupo extremista na província de Hind, que opera na Índia.