Governo do Líbano diz que está mais próximo de um acordo com FMI
O primeiro-ministro do Líbano revelou hoje que as conversações do seu Governo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) estão próximas de uma "fórmula final" para um projeto de acordo antes do final de fevereiro. Najib Mikati disse que o Governo está a fazer "o seu trabalho de casa" antes das conversações com o FMI, estando previsto que uma delegação do Fundo visite novamente o Líbano no final de janeiro ou início de fevereiro para definir "a fórmula final para o acordo”. Divergências profundas dividiram a delegação libanesa durante as negociações do ano passado com o FMI, com o governo de um lado e o banco central e os credores locais, por outro. Um acordo terá de ser aprovado pelo governo. O Líbano está no auge de uma crise económica, descrita como uma das piores do mundo nos últimos 150 anos, com as instituições financeiras internacionais a chamar-lhe uma depressão deliberada, culpando a elite política, no poder durante décadas, por gerir mal os recursos do país. Mitaki falava horas depois de o Presidente libanês, Michel Aoun, ter apelado ao fim do impasse governamental de 11 semanas que prejudicou as instituições estatais e um dia depois de ter sido formalizado o adiamento para 15 de maio de 2022 das eleições legislativas inicialmente convocadas pelo Parlamento para março do próximo ano. O ministro do Interior do Líbano, Bassam Mawlawi, assinou um “anteprojeto de decreto” que diz que as eleições deverão decorrer em 15 de maio para os libaneses residentes no país e entre 06 e 08 do mesmo mês para residentes no estrangeiro. O primeiro-ministro já ratificou hoje o projeto de decreto, mas a data ainda necessita de ser ratificada pelo Presidente. A decisão é contrária à do Parlamento libanês, que aprovou a marcação de eleições gerais para 27 de março, quase dois meses antes do previsto.