2021-12-21 17:06:00 Jornal de Madeira

Países nórdicos procupados com atividade militar russa na fronteira com Ucrânia

Os países nórdicos manifestaram hoje uma “grande preocupação” com a atividade militar russa na fronteira com a Ucrânia e reiteraram o seu compromisso com a integridade territorial do país. "A recente atividade militar russa, em particular a excecional acumulação militar ao longo das fronteiras da Ucrânia, é um desenvolvimento preocupante que pode ter um efeito desestabilizador no nosso ambiente de segurança comum", disseram os ministros da Defesa nórdicos numa declaração conjunta, citada pela agência France-Presse. "Os países nórdicos continuam a apoiar fortemente a integridade territorial, a soberania e o direito da Ucrânia a decidir sobre a sua própria política externa e de segurança sem interferência externa", acrescentaram os ministros norueguês, sueco, dinamarquês, finlandês e islandês. Noruega, Dinamarca e Islândia são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), enquanto Suécia e Finlândia não integram a organização, mas cooperam com a Aliança Atlântica. Os cinco países cooperam estreitamente na segurança regional. "Rejeitamos a noção de esferas de influência na Europa", disseram os ministros nórdicos, numa altura em que a Rússia acaba de apresentar exigências à NATO, incluindo o congelamento do seu alargamento ao Leste europeu. Na segunda-feira, a Suécia considerou as exigências "completamente inaceitáveis". O Ocidente acusou Moscovo de movimentos agressivos, salientando que o exército russo reuniu dezenas de milhares de soldados na fronteira com a Ucrânia, um país cujo território a Rússia já anexou. A Rússia nega ter preparado uma ofensiva militar e, em vez disso, acusa os Estados Unidos e a NATO de reforçarem a presença nas suas fronteiras, armando a Ucrânia, apoiando Kiev politicamente, conduzindo manobras militares na região e destacando forças para o Mar Negro. Kiev e Moscovo têm estado em conflito desde que a Rússia anexou a península da Crimeia na Ucrânia em 2014. Seguiu-se uma guerra de separatistas pró-russos alegadamente apoiados por Moscovo no Leste da Ucrânia, acusação negada pela Rússia.

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