2021-12-13 14:32:00 Jornal de Madeira

Nuclear: Irão impões sanções a 20 indivíduos e entidades dos Estados Unidos

O Irão anunciou hoje a imposição de sanções a 20 entidades e indivíduos dos Estados Unidos da América (EUA) pelas suas “violações de direitos humanos”, em reposta a medidas punitivas similares impostas por Washington.   “Decidimos incluir na nossa lista de sanções indivíduos e entidades legais dos Estados Unidos envolvidas na violação de direitos humanos”, anunciou Kazem Gharibabadi, secretário do Conselho judicial dos direitos humanos iraniano. O responsável político precisou que “o regime norte-americano não tem o direito de hastear a bandeira dos direitos humanos e impor sanções a outros Estados”, ao justificar a decisão de sancionar os EUA. Gharibabadi reconheceu tratar-se de sanções “simbólicas”, devido à incapacidade iraniana para as concretizar na prática, mas sublinhou que “pelo menos podemos fazer o nosso trabalho e designar as pessoas que violaram os direitos humanos”, indicou a agência iraniana Mehr. No entanto, Gharibabadi não anunciou que pessoas ou entidades foram sancionadas. O anúncio iraniano surge após a imposição por Washington, na semana passada, de novas sanções contra diversas organizações e indivíduos iranianos. Entre as organizações sancionadas incluem-se as Unidades Especiais das Forças de Aplicação da Lei do Irão, que os EUA designam pelas suas siglas em inglês LEF. Foram ainda sancionadas as Forças Especiais Antiterroristas iranianas (NOPO, na sigla em inglês). Estas sanções foram anunciadas enquanto decorrem em Viena (Áustria) as negociações destinadas a fazer recuperar o acordo nuclear de 2015, que se encontra moribundo após a retirada unilateral dos Estados Unidos três anos depois (em 2018). Na ocasião, a administração do ex-Presidente Donald Trump impôs novas sanções ao Irão, que respondeu ao anunciar que deixaria de respeitar diversos compromissos do acordo. Firmado entre Teerão, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China) e a Alemanha, o acordo internacional incidia em limitar e ter uma maior vigilância do programa nuclear iraniano (através de um controlo rigoroso por parte da ONU) em troca do levantamento das sanções internacionais. Os negociadores da Alemanha, França, Reino Unido, Rússia e China tentam agora, em Viena, uma fórmula que permita aos Estados Unidos e ao Irão o regresso ao estipulado no acordo de 2015.

Pesquisa

Partilhe

Email Netmadeira