2021-11-12 18:41:00 Jornal de Madeira

Ataque no Burkina Faso matou sete polícias e feriu cinco

Sete polícias foram mortos e outros cinco foram feridos num ataque feito hoje por homens armados no norte do Burkina Faso, informou a Direção Nacional da Polícia do país, situado na África Ocidental. O ataque ocorreu em Alkoma, na província do Sahel, na região do Seno, que é um alvo frequente de ataques de grupos 'jihadistas'. A polícia declarou que os feridos foram transportados para um hospital, acrescentando que "as operações de busca das forças de defesa e segurança ainda estão em curso na área". As autoridades, que não deram pormenores sobre os atacantes, elogiaram a "determinação" das unidades envolvidas na "luta contra o terrorismo" e instou o público a "cooperar mais estreitamente" com as forças de segurança para pôr fim a este flagelo. O Burkina Faso tem sofrido ataques 'jihadistas' desde abril de 2015, quando membros de um grupo filiado à Al-Qaida raptaram um segurança romeno numa mina de manganês no depósito de Tambao, na província de Oudalan, localizada na região do Sahel, na parte nordeste do Burkina Faso. O segurança ainda se encontra desaparecido.  Os ataques são frequentemente atribuídos ao grupo local 'Burkinabe Ansarul Islam', à coligação 'jihadista' do Sahel filiada na Al-Qaida, ao Grupo de Apoio ao Islamismo e aos muçulmanos (GSIM) e ao Estado Islâmico no Grande Sahara (EIGS). A região do país mais afetada pela insegurança é o Sahel, que partilha fronteira com o Mali e o Níger, embora o 'jihadismo' também se tenha espalhado por outras áreas do país desde o verão de 2018. A insegurança fez aumentar o número de deslocados internos para 1,4 milhões, segundo dados do Conselho Nacional para Emergências e Reabilitação do Governo do país. 

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