240 exigem retirada
Afeganistão Um total de 240 cidadãos afegãos exigiu, ontem, em duas cartas ao Governo holandês, que os retire rapidamente de Cabul, ou recorrerão à justiça, com a ajuda dos advogados que os representam na Holanda. As cartas foram enviadas ao Ministério dos Negócios Estrangeiros holandês pelos 15 juristas que assistem na Holanda estes 240 cidadãos afegãos, porque pensam que o Governo em funções não está a fazer o suficiente para pô-los a salvo e não os mantém informados sobre os progressos relativos à sua possível retirada do Afeganistão. A exigência é feita por dois grupos: um, de afegãos que ainda não receberam uma resposta ao seu pedido de retirada do país e querem que tal aconteça no prazo de duas semanas, e outro, de pessoas que receberam a confirmação da sua retirada do país, mas sem qualquer indicação de quando acontecerá, pelo que exigem sair no prazo de duas semanas. Nas missivas, divulgadas pela televisão holandesa NOS, os afetados exigem que os retirem do Afeganistão o mais rapidamente possível, porque trabalharam de alguma forma para a Holanda, o que os coloca em perigo, após a chegada dos talibãs ao poder no país, em meados de agosto. Pelo menos dez pessoas morreram e várias estão desaparecidas devido a um novo ataque terrorista no norte do Burkina Faso, nos arredores da cidade de Markoye, no norte da região do Sahel. De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, o ataque ocorreu quando alguns comerciantes da aldeia de Dambam viajavam para Markoye para o mercado local e foram atacados por um grupo armado. Não há ainda muitos pormenores sobre o sucedido, mas esta região tem sido alvo frequente de ataques por grupos armados que operam na região desde 2015. A região mais atingida pela insegurança na África Ocidental é a região do Sahel, uma faixa de território que atravessa o continente.