Um terço dos investidores imobiliários pretende investir no mercado hoteleiro europeu
Mais de um terço dos investidores imobiliários pretende investir no mercado hoteleiro na Europa, e Lisboa surge como a 9.ª cidade preferida numa lista encabeçada por Barcelona, segundo a consultora Cushman & Wakefield. De acordo com o “Hotel Investor Beat” da Cushman & Wakefield hoje divulgado, cerca de um quinto (21%) dos investidores admite reduzir o investimento no setor hoteleiro enquanto 10% colocaram, pelo menos para já, os seus planos em ‘stand-by’. O estudo revela que os 'resorts' turísticos integram a tipologia mais atrativa para a maioria dos entrevistados, com 70% destes a consideraram-nos mais interessantes atualmente do que no período antes da pandemia causada pelo novo coronavírus. Igualmente a reunir as preferências de grande parte dos investidores (60%) surgem os “serviced apartments” (apartamentos que oferecem serviços habitualmente disponibilizados pelos hotéis), sendo estas baseadas na “resiliência, alto rendimento e adaptação à mudança para arrendamentos de médio-longo prazo deste tipo de ativo”. Já os hotéis localizados junto a aeroportos e os direcionados para conferências e eventos caíram nas intenções de investimento, com respetivamente 76% e 77% dos inquiridos a consideraram-nos agora menos atrativos. Em termos geográficos, as preferências dos investidores apontam para Barcelona, cidade que lidera o ‘ranking’, seguida de Londres, Paris, Amesterdão e Munique e Lisboa surge na 9.ª posição, à frente de cidades como Dublin, Viena ou Praga. “Quanto a regiões geográficas, o Reino Unido e Irlanda são os destinos preferenciais para investimento, seguidos da Alemanha, Península Ibérica, França e Benelux”, indica o estudo da Cushman & Wakefield, que contou com a participação de mais de 50 grandes investidores ativos no mercado de investimento hoteleiro europeu, que nos últimos anos foram responsáveis pelo investimento de 26 mil milhões de euros e a aquisição de 664 hotéis (cerca de um quarto do volume total de transações no setor). Citado num comunicado, Gonçalo Garcia, Diretor de Hospitality da Cushman & Wakefield, assinala que a “grande vontade mostrada pelos investidores” em adquirir hotéis “sugere que estes estão já a pensar em cenários pós-covid-19, sem restrições”, num movimento impulsionado pelo avanço do ritmo da vacinação e aumento da confiança dos consumidores.