Trump disse que Hitler "fez muitas coisas boas" numa visita a França em 2018
O antigo presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump afirmou que Adolf Hitler “fez muitas coisas boas”, durante uma visita a França em 2018, revelou hoje um jornalista do Wall Street Journal. As declarações, negadas por Donald Trump, terão sido feitas à margem de uma visita ao continente europeu, no 100.º aniversário do fim da Primeira Guerra Mundial, de acordo Michael Bender, autor do livro “Frankly, We did win this election” (“Francamente, ganhámos esta eleição”, em tradução livre), que será publicado em 13 de julho. Alguns excertos de “Frankly, We did win this election” foram publicados hoje antes do seu lançamento. Michael Bender adiantou que a observação de Trump ocorreu durante uma “aula de história improvisada” dada pelo seu então chefe de gabinete, John Kelly. O ex-general dos fuzileiros navais terá “lembrado ao presidente que países estavam a combater” e “ligado os pontos entre a Primeira Guerra Mundial e a Segunda, bem como todas as atrocidades cometidas por Hitler”. John Kelly terá “dito ao presidente que estava errado, mas Trump manteve a sua posição”, apontando para a recuperação económica da Alemanha nazi na década de 1930. O jornalista, que cita fontes anónimas, referiu que John Kelly respondeu: “Não pode falar bem de Adolf Hitler, de forma alguma”. No livro, Michael Bender garante que Donald Trump “tem uma espantosa ignorância sobre a história”, especialmente em temas como a escravidão e a segregação racial nos Estados Unidos. A visita de Donald Trump a França, na ocasião, deu origem a outra polémica, depois de ter cancelado a visita a um cemitério norte-americano perto de Paris, explicando que as más condições climatéricas a tornavam impossível. Mas, de acordo com a publicação norte-americana “The Atlantic”, o antigo presidente dos EUA simplesmente não teve interesse em visitar o cemitério. “Por que deveria ir a esse cemitério? Está cheio de perdedores”, disse Trump aos membros da sua equipa, noticiou a “The Atlantic” em setembro de 2020, citando fontes anónimas. Donald Trump também terá chamado aos 1.541 soldados norte-americanos que morreram na Batalha de Belleau Wood de “idiotas”, antes de perguntar “quem eram os mocinhos” daquele conflito. Estas alegações foram fortemente negadas pela Casa Branca, segundo a AFP.