2020-12-07 22:15:00 Jornal de Madeira

Covid-19: Milhões de norte-americanos recorrem a instituições para comer

Milhões de norte-americanos conheceram este ano pela primeira vez a necessidade de recorrer a instituições de solidariedade para comer, consequência do desemprego que subiu em flecha devido ao confinamento decretado para mitigar a pandemia de covid-19. aron Crawford, de 37 anos, é um dos milhões de cidadãos dos Estados Unidos da América (EUA) cuja vida foi completamente alterada pela pandemia. Este norte-americano procurava emprego e a mulher aguardava por uma cirurgia quando o SARS-CoV-2 começou a assolar o país. Sem poupanças, a família Crawford começou a acumular dívidas. À Associated Press (AP) expressaram a preocupação que começaram a sentir, uma vez que têm dois filhos, de 5 e 10 anos, e as caixas de macarrão e queijo que compravam na “loja do dólar” não eram, sequer, uma solução a curto prazo. A única alternativa, em desespero, foi recorrer a instituições de solidariedade, mas a decisão deixou Aaron Crawford desconfortável. “É tudo um estigma (…), este pensamento de que sou aquele homem que não consegue providenciar [comida] para a família, que é um caloteiro”, explicou o antigo militar da Marinha dos Estados Unidos. Contudo, Aaron Crawford não é exemplo único. A fome já assolava os EUA muito antes de a pandemia atingir o país. Até nos momentos de maior prosperidade para a economia norte-americana, escolas a distribuírem refeições quentes a crianças era um cenário que se replicava por todo o lado. E o problema não é exclusivo de famílias com filhos pequenos. Há milhões de cidadãos idosos que se veem forçados a escolher entre a medicação de que necessitam e comida.

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