2020-10-11 22:38:00 Jornal de Madeira

África do Sul: Asssociação dos veteranos exige a prisão do ministro dos transportes

A Associação de  Gauteng de veteranos da asa militar do ANC,  uMkonto we Sizwe Military Veterans  [MKMVA]  anunciou, hoje, domingo, que vai exigir a prisão do ministro dos transportes , Fikile Mbalula, pela situação do quase  defunto sistema de transportes ferroviários da África do Sul. O demande será feito amanhã, segunda feira , durante uma marcha de protesto que convergirá para a sede do ANC, partido governamental, e em seguida a marcha prossegue para a sede do governo provincial de Gauteng  para fazer entrega de documento demandando a prisão do ministro dos transportes.    De momento, apenas 7 linhas das 34 para transporte pendular  estão ainda a funcionar,   devido a ação de roubos constantes de cablagem de rede, elétrica e estruturada. De notar a situação caótica existente em todas                                                                                                                    a estações ferroviárias, incluindo a importante estação de  Jeppe em Joanesburgo praticamente  destruídas devido aos saques em grande escala que se tem observado.  No troço ferroviário entre o bairro negro de Langa e  Cidade do Cabo da Boa Esperança,   foi construído à revelia das autoridades um  “ povoado ” em cima da via férrea central que se encontrava inoperacional,  cujas linhas devido aos danos sofridos  têm de ser completamente substituídas antes da reabertura. A Agência Ferroviária de Pasageiros da África do Sul, uma empresa estatal (PRASA) opera 487 estações ferroviárias no país, sendo que 174 não têm eletricidade ou sejam 35%, apenas 313 têm fornecimento de energia .  Na província de Gauteng, mais de metade das estações ferroviárias não tem eletricidade o que é um verdadeiro descalabro que representa um perigo acrescido para a segurança ferroviária.  Notória a forma desapiedada e de inurbanidade de  ações de vandalismo e  saques de equipmaneto, pórticos de sinalização, guindastes,  bilheteira, oficinas, paredes, e destruição através do fogo posto  em composições inteiras e  carruagens.  Os danos causados no material circulante são indizíveis  a avaliar por 214 carruagens incendiadas desde 2015 até recentemente. Ações criminosas desta naturaeza e impunes, pode dizer-se  em abono da verdade  consideradas de sabotagem económica no coração da África do Sul,  agravando a situação de milhares de utentes na sua maioria trabalhadores que dependem destes serviços para se dirigirem aos seu locais de trabalho   e de regresso a casa,  fazendo-os agora  incorrer em despesas  extras muito avultadas em transporte alternativo e insuficiente para colmatar as necessidades diárias de milhares desses utentes.  

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