África do Sul: Agressões graves vitimam fatalmente mulher portuguesa
O JM apurou, hoje, que uma mulher portuguesa entre os 50 e 60 anos, morreu após graves lesões sofridas durante um violento assalto à sua residência em Vryheid. A vítima terá sido violada e agredida não resistindo às lesões. Vryheid é uma cidade mineira de exploração de carvão mineral e de muitos ranchos vocacionados à agropecuária, situada na parte norte da província do Kwazulu-Natal. A cidade dista de Joanesburgo 396,5 kms e de Durban 233 kms. Segundo as informações obtidas pelo JM, trata-se de Filomena Santos, com as suas origens em Leiria. Caricatamente, a mãe de Filomena dos Santos, Natalina dos Santos, foi assassinada em 2003 ou 2004, na mesma casa onde a filha foi agora assaltada vindo a sucumbir, ontem, devido a lesões graves infligidas. O passaporte de Natalina, renovado em 2001, nunca foi recolhido pela titular encontrando-se na representação consular de Durban. O que foi possível averiguar foi de que Filomena Santos vivia só e em condições paupérrimas, de indigência plena, sem meios de subsistência, alimentos, água, energia elétrica, sendo ajudada por alguns compatriotas e não só, residentes nas proximidades e insistia frequentemente que nada queria com a comunidade portuguesa. Um comerciante, sul-africano, que trabalha nas proximidades da casa onde Filomena foi atacada, que pediu o anonimato, disse ao JM que existem testemunhas que alegam que o crime foi cometido por quarto homens que “ brutalizaram” a mulher a qual foi violada e espancada, acendendo depois uma fogueira no interior da casa antes de empreenderem a fuga. Filomena dos Santos foi encontrada por um membro da ONG AfriForum que envidou esforços para que a vitima fosse transportada para uma unidade hospitalar onde apesar de socorrida, veio a perecer ontem. O país enfrenta uma autêntica pandemia de violência criminal da pior espécie que vai desde a violência domestica, machista e não só, que regista a todos os minutos ações de violência sexual e outras ofensas contra mulheres, adolescentes e crianças, que desde o confinamento iniciado em 27 de março do corrente ano, a linha nacional de emergência para apoio a mulheres, adolescentes e crianças encontra-se saturada com mais de 12 mil casos reportados, o que revela a dimensão duma outra tragédia humanitária que se desenrola em território sul-africano.