2020-09-21 16:11:00 Jornal de Madeira

África do Sul: Agressões graves vitimam fatalmente mulher portuguesa

O JM apurou, hoje, que uma mulher portuguesa entre os 50 e 60 anos, morreu após graves lesões sofridas durante um violento assalto à sua residência em Vryheid. A vítima terá sido violada e agredida não resistindo às lesões.  Vryheid é uma cidade mineira de exploração de carvão mineral e de muitos ranchos vocacionados à agropecuária, situada na parte norte da província do Kwazulu-Natal. A cidade dista de Joanesburgo 396,5 kms e de Durban 233 kms.  Segundo as informações obtidas pelo JM, trata-se de Filomena Santos, com as suas origens em Leiria. Caricatamente, a mãe de Filomena dos Santos, Natalina dos Santos, foi assassinada  em 2003 ou 2004,  na mesma casa onde a filha foi agora assaltada  vindo a sucumbir, ontem, devido a lesões graves infligidas.  O passaporte de Natalina, renovado em 2001, nunca foi recolhido pela titular encontrando-se na representação consular de Durban.  O que foi possível averiguar foi de que Filomena Santos vivia só e em condições paupérrimas, de indigência plena, sem meios de subsistência, alimentos, água, energia elétrica, sendo ajudada por alguns compatriotas e não só, residentes nas proximidades e insistia frequentemente que nada queria com a comunidade portuguesa. Um comerciante, sul-africano, que trabalha nas proximidades da casa onde Filomena foi atacada, que pediu o anonimato,  disse ao JM que existem testemunhas que alegam que o crime foi cometido por quarto homens que “ brutalizaram”  a mulher  a qual foi violada e espancada, acendendo depois uma fogueira no interior da casa antes de empreenderem a fuga.  Filomena dos Santos foi encontrada por um membro da ONG AfriForum que envidou esforços para que a vitima fosse transportada para uma unidade hospitalar onde  apesar de socorrida, veio a perecer ontem.  O país enfrenta uma autêntica pandemia de violência criminal da pior espécie que vai desde a violência domestica,  machista e não só,  que regista a todos os minutos ações de violência sexual e outras ofensas contra mulheres, adolescentes e crianças, que desde o confinamento  iniciado em 27 de março do corrente ano,  a linha nacional de emergência  para  apoio a mulheres, adolescentes e crianças encontra-se saturada com mais de 12 mil casos reportados, o que revela a dimensão duma  outra tragédia humanitária que se desenrola em território sul-africano.

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