2020-09-16 17:51:00 Jornal de Madeira

Covid-19: Reino Unido regista aumento de infeções diárias com 3.991 e 20 mortes

O Reino Unido registou 3.991 novas infeções e 20 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o ministério da Saúde britânico, numa altura em que o Governo admitiu dificuldades com um “aumento colossal” da procura de testes.   Os números de hoje representam um aumento dos contágios relativamente aos dados de terça-feira, quando foram contabilizadas 3.105 novas infeções e 27 mortes.  O total acumulado desde o início da pandemia da covid-19 no Reino Unido passou hoje para 378.219 de casos de contágio confirmados e para 41.684 óbitos num período de 28 dias após um teste positivo.   O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, atribuiu hoje a escassez de testes de diagnóstico no Reino Unido, que gerou protestos de setores como a educação e a saúde, a "um aumento colossal na procura", em parte de pessoas "sem sintomas". “O que estamos a tentar fazer agora é responder a essa demanda em velocidade recorde”, afirmou durante o debate semanal no parlamento, reivindicando que 89% das pessoas que fazem testes recebem os resultados no dia seguinte, embora tivesse prometido antes uma meta de 100% para o final de junho. "Eu acho que a maioria das pessoas que observam o histórico deste país em termos de realização de testes em todo o território verá que se compara extremamente bem com qualquer outro país europeu”, vincou.  Johnson prometeu aumentar a capacidade para 500 mil testes por dia até o final de outubro, mas a vice-líder do Partido Trabalhista, Angela Rayner, para o chefe do Executivo se apressar a resolver os problemas. Substituindo o líder da oposição, Keir Starmer, que se encontrava em isolamento por suspeita de infeção de um dos filhos, Rainer apontou para a “incompetência” do governo e alertou para o risco de uma segunda vaga de casos.  “Tiveram seis meses para resolver isso, mas o primeiro-ministro ainda não conseguiu cumprir as suas promessas", lamentou. Dezenas de cidadãos com sintomas, incluindo trabalhadores desservidos críticos como professores e profissionais de saúde, reclamaram nos últimos dias que eles e os familiares não conseguiram marcar testes ou que o centro mais próximo fica a centenas de quilómetros de distância.  Segundo os últimos dados oficiais, embora o Estado tenha atualmente capacidade para realizar mais 375 mil exames diários, os laboratórios processam cerca de 220 mil por dia, afetando a eficácia do sistema de detecção e rastreamento de casos de infeção, criado para conter a pandemia covid-19.  A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 936.095 mortos e mais de 29,6 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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