2020-07-17 18:33:00 Jornal de Madeira

China fustiga as “difamações insultuosas” dos Estados Unidos

A China não pretende confrontar ou substituir os Estados Unidos como a principal potência tecnológica do mundo mas vai combater as “difamações insultuosas” e os ataques de Washington, assegurou hoje um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. Em resposta às diversas acusações emitidas na quinta-feira pelo Governo dos EUA, Hua Chunying disse que a principal preocupação da China consiste em melhor as condições de vida da sua população e manter a paz e a estabilidade global, apesar do que é definido pelos críticos como uma crescente política externa agressiva destinada a ampliar a influência da China nos setores militar, tecnológico, económico e outros. “Enquanto Estado soberano e independente, a China tem o direito de proteger a sua soberania, segurança e interesses, defender os progressos registados pelo povo chinês, recusar as intimidações e injustiças contra a China e combater as difamações insultuosas e os golpes baixos dos EUA contra a China”, disse Hua em conferência de imprensa. O responsável chinês reagia às declarações do Procurador-Geral norte-americano, William Barr, que na quinta-feira acusou a China de fazer uma “guerra-relâmpago” económica para “ultrapassar os Estados Unidos como principal superpotência mundial”. “A República Popular da China está empenhada numa ‘blitzkrieg’ económica, uma campanha governamental – e social –, agressiva, orquestrada, para se apoderar dos comandos da economia global e ultrapassar os Estados Unidos como principal superpotência do mundo”, disse William Barr num discurso no Michigan. O Procurador-Geral, que no sistema norte-americano é também o ministro da Justiça, afirmou que os Estados Unidos se tornaram demasiado dependentes de produtos e serviços chineses, incluindo, em plena pandemia, máscaras e outros equipamentos de proteção.

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