Covid-19: Porta-aviões francês com 50 marinheiros infetados regressa a Toulon domingo
O porta-aviões francês Charles-de-Gaulle, com pelo menos 50 marinheiros infetados por coronavírus, depois de terem efetuado testes, chega a Toulon no domingo, anunciou hoje o Governo daquele país. Em comunicado, o Ministério do Exército explica que o navio atravessou o Atlântico e é esperado em Toulon, sul de França, na tarde de domingo, sendo que as tripulações do porta-aviões, o grupo aéreo de bordo (helicópteros, aviões de vigilância Hawkeye e Rafale) e a fragata Chevalier Paul que os acompanha, ficarão confinados por 14 dias "em recintos militares antes de chegarem a suas casas". O Governo já havia indicado, na quarta-feira, que o porta-aviões Charles-de-Gaulle tinha antecipado o regresso a França, após a descoberta a bordo de casos suspeitos de infeção pelo coronavírus. "As capacidades de acomodação e alimentação serão implementadas nas bases aéreas e navais, para garantir a melhor receção aos marinheiros na quarentena", afirmou a tutela. A tripulação será testada antes de os marinheiros regressarem às suas casas e o navio e aeronaves serão desinfetados "para permitir que recuperem toda a sua capacidade operacional o mais rápido possível". A origem da contaminação do navio ainda não é conhecida e não houve contato com nenhum elemento exterior desde uma escala em Brest (França), em 15 de março. O navio estava em missão desde 21 de janeiro e passou várias semanas no Mediterrâneo como parte da Operação Chammal, tendo, posteriormente, atravessado o Mar do Norte e o Atlântico em "operações para proteger e defender as abordagens marítimas europeias". O Ministério do Exército assegurou que, nesta missão de quase três meses, "os objetivos foram alcançados".