Venezuela: Forças Armadas ratificam lealdade a Maduro e condenam acusações dos EUA
As Forças Armadas Bolivarianas da Venezuela (FANB) emitiram hoje um comunicado condenando as acusações de narcoterrorismo feitas quinta-feira pelos EUA contra o Presidente Nicolás Maduro e 13 pessoas do seu círculo e ratificaram lealdade ao Governo venezuelano. O comunicado foi lido pelo almirante Remígio Ceballos, chefe do Comando Estratégico das FANB, no Salão Simón Bolívar do Ministério da Defesa da Venezuela. “As FANB condenam categoricamente as acusações extravagantes e extremistas feitas pelo Departamento de Justiça dos EUA contra o Presidente Constitucional e Comandante Chefe da FANB, Nicolás Maduro”, disse. Segundo Remígio Ceballos, as FANB condenam ainda as acusações contra o ministro venezuelano da Defesa, Vladimir Padrino López, “assim como de outros líderes políticos e militares venezuelanos”. Segundo as FANB o “ataque rasteiro do império norte-americano ocorre num momento crítico para a humanidade, exatamente quando se luta pela vida, tentando conter a covid-19, perante a qual o governo bolivariano está a obter resultados efetivos”. "É possível perceber a intenção traiçoeira de desacreditar as nossas instituições democráticas e de tornar invisível o sacrifício extraordinário de milhões de venezuelanos para superar as sanções e o bloqueio económico”, disse. Para os militares venezuelanas é fácil inferir a intenção do Governo dos EUA de “desviar a atenção internacional, perante as enormes dificuldades que o sistema de saúde capitalista apresenta para atender a pandemia que atualmente nos fustiga”. O Departamento de Justiça norte-americano acusou, na quinta-feira, o Presidente da Venezuela e 13 pessoas do seu círculo, de narcoterrorismo e de conspirarem com rebeldes colombianos para “inundar os Estados Unidos de cocaína”. Entretanto, Washington anunciou o pagamento de recompensas para informações que levem à detenção de Nicolás Maduro, do presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Maikel Moreno, do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, do ex-vice-presidente da Venezuela, Tareck El Aissami, entre outros.