2019-07-03 13:15:00 Jornal de Madeira

Insólito: Mãe mata filhas de 3 anos e 17 meses porque impediam os seus encontros sexuais

Louise Porton, uma mulher de 23 anos, está acusada de ter assassinado as filhas Lexi Draper, de três anos, e Scarlett Vaughan, de 17 meses no ano passado. As meninas perderam a vida com apenas 18 dias de diferença. A jovem, natural de Rugby, no Reino Unido, está indiciada por ter assassinado as crianças porque estas constituíam um obstáculo na sua carreira sexual. De acordo com o site Birmingham Live, Porton sufocou a filha mais velha e matou posteriormente Scarlett. Ao referido órgão de informação, uma amiga da alegada criminosa explicou que a rapariga, que trabalhava como modelo em part-time, “fazia tudo para não tomar conta das meninas”. Por seu turno, as autoridades britânicas concluíram que, dias antes da primeira tragédia, Porton conheceu diversos homens num site de encontros e enviou-lhes fotografias explícitas, tendo recebido propostas de cariz lascivo. A maioria pedia que se encontrassem para praticar atos sexuais a troco de dinheiro para financiar o seu gosto por compras. De acordo com o procurador Oliver Saxby, não existem “razões naturais” para a morte das menores. “A Lexi e a Sacarlett morreram porque alguém interferiu deliberadamente na sua respiração. As meninas estavam ‘no meio’ daquilo que ela queria fazer e com quem o fazia” vincou. Segundo os membros do júri, a suposta criminosa não “demonstrou quaisquer emoções” após o falecimento das filhas. A arguida nega os homicídios, mas o tribunal de Birmingham afirmou que a inglesa enviou uma fotografia, de tronco nu, a partir de uma casa de banho de um hospital enquanto uma das filhas estava a ser socorrida pelos médicos, tendo igualmente trocado mais de 80 mensagens com um segurança da mesma unidade de saúde. Contudo, a ação mais perturbadora é mesmo a pesquisa que Porton realizou na Internet: “quanto tempo demora até um cadáver ficar frio?” e “cinco coisas estranhas que acontecem quando morremos”. Louise Porton tentou ocultar os seus atos. No dia 2 de janeiro, levou Lexi ao hospital, explicando que a mesma havia desmaiado e, duas semanas depois, contactou as autoridades afirmando que esta parecia estar a dormir há demasiado tempo e, por outro lado, simulou acordar Scarlett, a 1 de fevereiro, ainda que soubesse que a menina já não estava viva. “A reação que ela teve não é a de uma mãe inocente que se depara com o luto de forma inesperada” adiantou Saxby, avançando que, aquando da morte de Scarlett, os membros dos serviços de emergência concluíram que a menina estava morta “há algum tempo”. "Os anjos da mamã que me foram retirados demasiado cedo. Nunca serão esquecidas. Descansem em paz" escreveu Porton numa publicação, de novembro último, no Facebook. O julgamento prossegue, no entanto, a mãe deixou claro que as filhas nunca foram “um incómodo” porque “geria o quotidiano em função delas”.

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