Advogado de Ronaldo quer mais páginas para responder a pedido de indemnização de Mayorga
O advogado de Cristiano Ronaldo nos Estados Unidos enviou, nesta sexta-feira, um pedido ao Tribunal Federal do Nevada a pedir para aumentar para 46 as 24 páginas previstas por lei para responder ao pedido de indemnização de Kathryn Mayorga, a mulher que o acusa de violação e que recorreu a este tribunal para lhe pedir uma indemnização pelos alegados danos que o jogador português lhe terá provocado depois dessa noite em Las Vegas. O jornal Observador teve acesso a este pedido, em que o advogado Peter S. Christiansen, um dos que respondeu à defesa de Mayorga que não tinha autorização para receber notificações do futebolista — pede ao juiz que o autorize a ultrapassar o limite de páginas que a lei estipula para responder ao pedido cível de Kathryn Mayorga que ocupa, por seu turno, 31 páginas. A mesma publicação refere que, nas contas do advogado, a defesa de Ronaldo deverá ocupar as 46 páginas: “A queixa contém onze causas para a ação”, ao longo das quais a mulher que acusa Ronaldo explica como tudo terá acontecido naquela noite de 12 de junho de 2009, como de seguida apresentou queixa na polícia e terá sido demovida a dizer o nome do jogador. Faz também a descrição de todos os danos psicológicos que diz ter sofrido ao ter aceitado um acordo monetário para que se mantivesse em silêncio. Na queixa ou pedido de indemnização de Kathryn Mayorga, que entrou no Tribunal Federal em janeiro de 2019, e que só agora chegou às mãos de Ronaldo, a mesma pede que esse acordo que fez com os advogados de Ronaldo seja anulado, alegando que não estava capacitada para o fazer. Pede ainda uma compensação por difamação, por ter sido desmentida, e por todos os danos psicológicos que diz que ainda hoje a afetam. "A complexidade e a quantidade de elementos subjacentes a estas onze causas para a a ação exigem uma análise muito significativa de modo a especificar para cada uma as razões para não admitir a ação”, escreve o advogado, citado pelo Observador. Por isso mesmo, pede que o tribunal, que ainda não se pronunciou, lhe permita aumentar a sua resposta em mais 22 páginas do que o estabelecido por lei.