Mulher suicida-se após partilha de vídeo no WhatsApp
Uma mulher suicidou-se após imagens suas a ter relações sexuais terem sido divulgadas na internet. Cerca de 2.500 pessoas de uma empresa podem ser consideradas culpadas pelo delito de revelação de segredo que terá contribuído para a morte de Verónica. Há cinco anos, Verónica Rubio, então com 27 anos, era solteira e filmou-se a ter relações sexuais com um colega com quem namorava na época. A relação não foi de muita dura e Verónica acabou por casar com outro homem, com quem teve dois filhos. Cinco anos depois, sem conseguir esquecê-la, o ex-namorado tentou reatar a relação e Venónica rejeitou-o. O homem já havia ameaçado divulgar o vídeo e assim o fez. As imagens circularam pelas redes sociais e chegaram aos colegas da fábrica, perto de Madrid, onde Verónica trabalhava. Pelos piores motivos, ganhou fama na empresa. Chegou inclusive a reportar a situação ao gabinete de relações humanas que a terá aconselhado a denunciar a situação na polícia. Para que a situação não tomasse maiores proporções, Verónica recusou. “Na última quarta-feira vi-a chorar”, relatou um colega de trabalho ao El Español, citado pelo Observador. “A maioria de nós viu o vídeo, foi tão difundido que me chegou através de pessoas que não trabalham na empresa”, acrescentou. Outra colega contou que houve até quem fosse propositadamente à fábrica para ver Verónica pessoalmente. As imagens foram eventualmente parar às mãos da sua cunhada – que trabalhava no mesmo local – que as mostrou ao irmão. Quando Verónica soube, teve um ataque de ansiedade e regressou a casa acompanhada por um amigo. No dia seguinte, enforcou-se. A Polícia nacional espanhola está agora a investigar o caso. Antes da morte de Verónica, não tinha qualquer conhecimento das imagens, uma vez que a situação não foi reportada. Os colegas organizaram, entretanto, um protesto para mostrar as condolências pela morte da trabalhadora. De acordo com a lei local, todos aqueles que divulguem um vídeo sem permissão da pessoa envolvida, e se o mesmo afetar a sua vida pessoal, arriscam-se a uma pena de prisão que pode variar entre os três meses e um ano. Em causa estão 2.500 pessoas.