Estudante queimada viva após denunciar assédio sexual de diretor no Bangladesh
Uma adolescente de 18 anos foi regada com combustível e incendiada numa escola do Bangladesh, alguns dias depois de ter apresentado queixa por assédio sexual contra o diretor do estabelecimento de ensino. Faleceu cinco dias depois do ataque e na sequência de graves queimaduras. O diretor do estabelecimento terá tocado indevidamente na aluna que conseguiu fugir da sala antes de a situação tomar maiores proporções, relata o Correio da Manhã. A adolescente prestou declarações na polícia e o depoimento foi divulgado pela comunicação local. No dia em que a jovem regressou à escola para realizar os exames finais do semestre, foi levada para o telhado do edifício onde estavam várias pessoas à sai espera que a pressionaram a retirar a queixa. A adolescente recusou e foi queimada. Com queimaduras em quase todo o corpo, morreu poucos dias depois. O polícia responsável por filmar o depoimento da jovem foi despromovido e enviado para outro departamento. Milhares de pessoas insurgiram-se nas redes sociais contra os abusos sexuais no país e o tratamento dado às vítimas no país. ♂️♀️ Nusrat Jahan Rafi, de 19 años, es quemada viva por el gobierno de Feni, Bangladesh, tras denunciar haber sido víctima de abusos sexuales por parte del director de centro donde estudiaba.https://t.co/ajHnt9BGvQ pic.twitter.com/eVAAXUQYPJ— Bendita Igualdad (@BenditaIgualdad) 18 de abril de 2019