2019-04-11 14:15:00 Jornal de Madeira

Wikileaks: Moscovo acusa Londres de "estrangular a liberdade" com detenção de Assange

A Rússia acusou hoje as autoridades britânicas de "estrangularem a liberdade" após a detenção do fundador da organização Wikileaks, Julian Assange, no interior da embaixada do Equador em Londres, onde se encontrava há sete anos. "A mão da democracia estrangula a liberdade", escreveu a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, na sua conta da rede social Facebook. Também o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reagiu à detenção indicando que espera que todos os direitos de Assange "sejam respeitados". O fundador da organização Wikileaks, Julian Assange, foi hoje detido pela polícia britânica no interior da embaixada do Equador em Londres, onde se encontrava há sete anos, depois de Quito ter retirado o direito de asilo ao australiano de 47 anos. Num comunicado, a polícia indicou que executou um mandado de detenção emitido em 2012 por um tribunal de Londres e informou, mais tarde, que tinha também dado cumprimento a um mandado dos Estados Unidos. Assange refugiou-se na embaixada equatoriana na capital britânica em 2012 para evitar a sua extradição para a Suécia, que solicitou que o fundador do Wikileaks se entregasse por supostos crimes sexuais, um processo que, entretanto, prescreveu. Assange recusou entregar-se às autoridades britânicas por receio de ser extraditado para os Estados Unidos (EUA), onde poderia enfrentar acusações de espionagem puníveis com prisão perpétua. Em 2010, o WikiLeaks divulgou mais de 90.000 documentos confidenciais relacionados com ações militares dos EUA no Afeganistão e cerca de 400.000 documentos secretos sobre a guerra no Iraque. Naquele mesmo ano foram tornados públicos cerca de 250.000 telegramas diplomáticos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, o que embaraçou Washington.

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