Manuel Chang poderá ser extraditado para os Estados Unidos
Manuel Chang, ex-ministro das finanças de Moçambique e deputado à Assembleia Nacional, detido pela polícia sul africana no Aeroporto internacional O R Tambo, quando se encontrava em trânsito para o Dubai, em 29 de dezembro de 2018, à luz de um mandado internacional emitido pelo Departamento da Justiça dos EUA, solicitando a sua extradição, que se insere nas investigações às dívidas ocultas em Moçambique, compareceu esta manhã no Tribunal de Kempton Park, Ekurhuleni. Em audiência presidida pelo Juiz William Schutte, este enunciou que os EUA, o Estado requerente, dispõe de provas que asseguram processá-lo judicialmente por conspiração para fraude, conspiração para fraude com valores imobiliários e conspiração para lavagem de dinheiros. William Schutte esclareceu que a “África do Sul reconhece os crimes de que é acusado pela Justiça norte-americana“ e que Manuel Chang pode ser extraditado para os EUA, onde existem queixas relacionadas com o descaminho do montante de 2,700 biliões de dólares(US$). A decisão do Juiz Schutte constitui deveras uma derrota para os advogados de defesa, que preferem que Chang seja extraditado e julgado em Moçambique pelas mesmas razões, todavia, a decisão do Tribunal, segundo aquele magistrado, constitui apenas uma recomendação ao ministro da Justiça da África do Sul, ao qual cabe a decisão final. Não há certeza se o mesmo sucederá a Guebuza (ex-presidente de Moçambique), que recebeu duas comissões, uma de 35 milhões e outra de 50 milhões de dólares e parte das máquinas para tratamento de mulheres com cancro, que foram desviadas para as clínicas da mulher de Gebuza, na Beira e em Nampula.