2019-03-28 17:52:00 Jornal de Madeira

Cláudia Monteiro de Aguiar crítica passividade de Lisboa no que toca ao regime de Maduro

O Parlamento Europeu votou hoje a 11.ª resolução sobre a situação de emergência na Venezuela, em que insta à imposição de sanções adicionais para o regime de Maduro. A juntar às sanções atualmente em vigor, desde novembro de 2018, o Parlamento pretende que os Estados-Membros aprovem sanções visando os bens ilegítimos detidos pelas autoridades estatais no estrangeiro e as pessoas responsáveis pelas violações dos direitos humanos e pela repressão, bem como dos seus familiares mais próximos e ainda congelar os seus bens e vistos.  Para a deputada Cláudia Monteiro de Aguiar, subscritora desta resolução, “este pedido do Parlamento é mais uma forma de pressionar o regime ilegal de Maduro e os responsáveis que apoiam este Governo”, lamentando “que o Governo socialista português mantenha uma postura passiva junto dos seus pares em Bruxelas, não tomando a dianteira ao colocar o tema das sanções na agenda dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União.” A esquerda Portuguesa, os deputados da CDU e a deputada do Bloco de Esquerda, parte da coligação, uma vez mais, “votaram contra a democracia e os direitos humanos, colocando-se ao lado do regime ditatorial de Maduro” afirmou a parlamentar madeirense. Cláudia Monteiro de Aguiar sublinha ainda que o documento hoje aprovado “apela ao reconhecimento dos embaixadores nomeados pelo Presidente interino legítimo, Juan Guaidó, “lamentado “a posição do ministro Santos Silva ao não reconhecer o embaixador José Rafael Cotte”. A deputada relembra ainda que Portugal se colocou de parte na promessa de ajuda no valor de 16 milhões de euros dos embaixadores de Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido na Venezuela, para medicamentos e alimentos.

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