Jogadores do União queriam jogar mas nem lhes foi dado equipamento e denunciam condições "deploráveis"
O União acabou por dar falta de comparência no jogo desta manhã, mas os jogadores, cerca de 15, que compareceram no recinto, acompanhados pelo técnico Bruno Fernandes, queriam entrar em campo. Só não o fizeram, garantem, porque não havia sequer equipamento para que pudessem jogar. Apesar de terem ameaçado faltar ao jogo, o grupo de atletas garante que estava disponível para defrontar o Merelinense caso algum dirigente ou elemento do staff unionista cumprisse com o exigível. Bastava que alguém se apresentasse no campo, com os equipamentos de jogo, não mais do que isso. Queixam-se de que este vazio diretivo é o prenúncio da falta de interesse na coletividade e julgam estar a presenciar o fim do clube. Revelam que este ano receberam apenas o salário de agosto e questionam a finalidade da subvenção de cerca de 80 mil euros que foi recentemente atribuída ao clube pelo Governo Regional, dizendo que não chegou nada ao plantel principal. Denunciam "condições deploráveis", frisando existirem atletas a dormir em colchões, em espaços reduzidos, sem alimentação. Ou melhor, alguns sobrevivem à conta dos pais de outros colegas de equipa. E até as viagens que fazem ao continente, com ida e volta no mesmo dia, são passadas dentro do autocarro, com as refeições a serem sandes pagas por pais de jogadores. Por tudo isto, consideram que estão deixados à sua sorte. "Pior era difícil", disseram há instantes à reportagem do JM.